sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

DESEJOS PARA 2012

Escrevo para o céu de minha alma
Solicitando às estrelas que brilhem
Nos corações dos meus amigos
Neste novo ano que se inicia.

Desejo que brilhem nas noites frias
E que façam companhia
Embelezando os corações solitários
Nas madrugadas sem fim...

Desejo que embelezem o infinito
Do pensamento dos homens
Que caminham diariamente
Em busca de paz, alegria e esperanças

Desejo que dentro de cada um
Haja sempre saúde e força
Para se realizarem em seus sonhos
Na adolescência de sua aurora.

Desejo que cada alma esteja descansada
No crepúsculo de cada dia
E aquecida com calor de cada abraço
Para agradecer pelo dom da vida.

Desejo, ainda, repouso no leito de cada amizade
Desejo que todos sejam felizes.
Que haja tempo para ouvir, sorrir e brincar
Que haja festa na chegada e
Bons fluídos na despedida

Desejo que o ano seja:
Novo na forma de pensar
Alegre na forma de viver
Melhor na forma de agir.

E que haja muito amor nos corações.

Cristiano Oliveira



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

Celebração do Natal – A ceia do Amor e da Partilha.


Hoje é Natal! Na ceia natalina não pode faltar alimento para os nossos irmãos e irmãs. Deus partilha o seu amor conosco e nos convida a participar do banquete da alegria, da vida, do pão e da partilha.


A docilidade de Deus nos aproxima cada vez mais da mesa do Natal, pois Ele vem para habitar no meio de nós para nos salvar.


O espírito natalino irmana todos e todas para a partilha dos bens materiais e espirituais. Na comunidade dos primeiros discípulos “Todos os que tinham abraçado a fé (...) dia após dia, unânimes, frequentavam assiduamente o Templo e partiam o pão pelas casas, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração". (At, 2, 44-46). Não havia necessitados entre aqueles que acreditavam no Cristo Ressuscitado.


A magia do Natal conforta os homens aproximando-os uns dos outros. A logística de Deus é diferente da nossa. Deus é doação, por isso reparte sempre. Deus age na partilha do pão!


Façamos os gestos de amor e partilha com aqueles que nada têm. Pra muitos falta até mesmo um pedaço de pão. Para outros, sobra muito mais do que migalhas, sobra o supérfluo. Não adianta fartura na nossa mesa se não for farto o nosso coração de amor, alegria, amizade, bondade e de todos os outros gestos de solidariedade.


Aos toques das baladas dos sinos de Belém refletimos sobre FAMÍLIA, ACOLHIDA, HUMILDADE, ALEGRIA, AMOR, MARIA E PARTILHA, com esperança de que, o Menino Jesus nos abençoe.

Feliz e santo Natal para você e toda a sua família! Ele está no meio de nós!

TOQUES NATALINOS

Maria, Mãe de Jesus – O amor cuidadoso de Maria

Aos sábados, a Igreja dedica sua liturgia à pessoa de Maria. Cantemos os louvores àquela que foi proclamada: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre” (Lc 1, 42).

Maria é a mãe de Jesus, e como mãe não deixa o Filho sem os devidos cuidados. Se acompanharmos os poucos relatos bíblicos da infância de Jesus encontraremos sinais da dedicação maternal de Maria. Cuidar é permitir que o outro tenha segurança e proteção. Maria cuidou com amor de mãe. Ela proveu, zelou e amou. Tudo porque creu em Deus.


A Igreja não esquece aquela que dedicou o amor, a oração com exemplo e humildade à missão de Jesus. Maria é a mãe do Salvador e Nossa Mãe. Todos os filhos nascem de uma mãe. E Jesus, enquanto humano, não ficou alheio a esta graça. Ele teve Maria por Mãe e aos pés da cruz confirmou o legado maternal de Maria à humanidade; “Mulher eis ai o teu filho” (Jo, 19, 26). Esta entrega confirma o cuidado missionário de Maria.


Pe. Zezinho canta a vocação de Maria, dizendo que: “Em cada mulher que a terra criou / Um traço de Deus Maria deixou/ Um sonho de Mãe Maria plantou / Pro mundo encontrar a paz/ Maria que fez o Cristo falar / Maria que fez Jesus caminhar / Maria que só viveu pra seu Deus / Maria do povo meu!”

Santa Maria Mãe Deus, roga pelos filhos e filhas do nosso Brasil. Conceda um Natal em família, e que cada um de nós, aos espelharmos em Sua dedicação maternal, possa cuidar mais uns dos outros.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

5. Nas mãos de Deus – A afabilidade da acolhida.

A poucos dias do Natal, somos convidados a refletir sobre o amor de Deus que vem ao nosso encontro, para nos fazer felizes e mais humanos. A disponibilidade de Deus em humanizar-se é o gesto mais sublime do seu amor para conosco.



Segundo o Evangelho de São João “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).




O amor de Deus nos afaga, nos momentos mais difíceis de nossa caminhada. Deus é Amor! Ele nos ama incondicionalmente e sem reservas. Nunca exige nada em troca, por nos amar. A afabilidade e a doçura de Deus originam-se da sua benevolência, porque Deus é bom. Deus é pai bondoso e seu amor nos aconchega em todas as nossas necessidades.




Só podemos amar, porque primeiro fomos amados por Deus. Ele utiliza-se da pedagogia da misericórdia para nos ensinar o caminho do perdão. Celebrar o natal é participar do ato bondoso do Pai que nos quer reconciliar em seu aconchego de amor.




No abraço de acolhida, Deus perscruta o nosso interior, curando todas as nossas feridas e mostrando o caminho da reconciliação com o próximo. “Se nos amarmos uns aos outros, Deus está em nós, e o seu Amor em nós é levado à perfeição.” (1 Jo, 4, 12) Natal é tempo de perdão. Tempo de Amar e de recomeçar. Momento propício para fazermos uma revisão interior e, com bons propósitos seguir em frente.




Deus caminha conosco! No desterro de nossa alma, Ele nos conduz à Fonte da Vida!



Cristiano Oliveira

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

4. Belém – O lar da alegria.

Belém é aqui. Aqui é Belém. Em Belém Deus faz o seu primeiro lar acolhido pelos pastores na estrebaria. Jesus nasce de Maria para alegrar a humanidade.
Há um poema que se chama gruta de Belém onde se diz que: “Não era um palácio orgulhoso e justo que Ele escolheu para sua primeira casa”. Belém é a casa do Menino-Deus. Belém significa “Casa do pão”, pão este depois anunciado pelo próprio Jesus: “Eu sou o Pão vivo descido do céu” (Jo, 6, 51). Diz as Sagradas Escrituras que não havia lugar para eles (Maria e José). Jesus nasce num estábulo e é acolhido numa manjedoura. Vem para nos trazer a alegria.
O lar de Belém é o lugar onde se anuncia: “uma grande alegria, que será para todo o povo.” (Lc 2, 11). Alegria esta, que faz bem para alma. Acalenta os corações nos momentos de fraqueza, de tristeza e de solidão.
Acolher Jesus, pão da vida, é permite que nosso lar, nossa casa tenha sempre o pão necessário para todos; o pão da alegria! Natal sem Belém é natal sem Jesus. Natal sem Jesus é apenas consumismo e capitalismo. Se não acolhermos o Menino Deus, vazio é o nosso Natal.
Ao prepararmos a nossa casa para a celebração do Natal, preparemos, primeiramente, para ser um pequeno espaço de Belém. Que haja ao menos uma manjedoura e nela que haja espaço para Jesus nascer e trazer a verdadeira alegria aos nossos corações.
Vamos nos alegrar neste natal com a visita dos nossos familiares e amigos em busca da alegria que cura e faz bem para o coração. Que nossa casa seja um lar para o Menino Jesus.
Cristiano Oliveira

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

3. O Presépio – lugar da simplicidade e humildade

O que nos mostra o presépio? Uma montagem pra recordar o nascimento de menino Jesus, feito por São Francisco de Assis em 1223, homem de humildade e pobreza, o presépio é o lugar do encontro de Deus com a humanidade.

O menino Jesus é o centro. À sua volta José e Maria, e na contemplação da Luz da vida, os pastores e animais que moravam na estrebaria.

Figura simbólica do Natal, o presépio, com suas personagens e símbolos representa a simplicidade da chegada de Deus, Verbo que se encarna para trazer a nós a Salvação e a Vida. Jesus, na sua infinita humildade nos diz que não veio para ser servido, mas para servir. “Porque a humildade é a essência da vida”.

Todos nós somos convidados a montar o nosso presépio neste tempo natalino. Primeiramente, colocando Jesus como centro de nossa vida. Convidando Maria e José para trazer Jesus para nós e fazer morada em nossa casa. Trazer a presença dos anjos para anunciar a Boa Nova de Jesus e boas energias para 2012. Trazer a estrela de Belém para iluminar o nosso pensamento, para os bons atos de amor e fé. Nas figuras, dos pastores e dos animais, a simplicidade daqueles que transitaram e transitam o nosso caminho, principalmente os nossos amigos. Estes devem estar em nosso presépio.

Natal! Momento de montarmos o nosso presépio pessoal. Precisamos trazer a simplicidade e humildade, para a celebração do momento mais sublime do mundo e anunciar aos cantos do universo: “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3).

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

2. Rosto humano de Deus – No outro, a face de Deus

No Menino Jesus, Deus manifesta o seu rosto humano. Ele esta no meio de Nós. Emanuel, Deus Conosco!
O rosto de Deus só pode ser contemplado na pessoa da sua mais bela criação - os homens. Ninguém consegue ver a Deus se não consegue ver o rosto do outro. A celebração do Natal nos remete a um tempo forte e de grande expectativa. Para muitos a mesa farta, com comidas, bebida, festas e alegria resume toda a essência do natal. Mas, não é tudo isso. Natal é tempo de desprendimento, de partilha, silêncio e oração.

Desprendimento de tudo que é supérfluo; Partilha para com aqueles que pouco tem ou nada tem; Silêncio, para escutar o som da noite iluminada, que anuncia “Glória a Deus no mais dos céus e na terra paz aos homens” (Lc 2, 14) e a Oração para comungarem do espírito de fé que une a todos nós, em uma celebração de vida, de doação e agradecimento. Deus se faz humilde na simplicidade da manjedoura pra que todos nós possamos se assemelhar a Ele.

Acolhamos com abnegação todos os irmãos e irmãs sofredores, solitários, carentes, simples, sem lar, sem comida, sem teto, enfermos, abandonados, os menores, os fracos. Nestes é que Jesus se faz presente. "Quem acolhe o menor a mim acolhe" (Mc 9, 37).

Perguntaram a Jesus: “Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?” (Mt 25, 37-39). Jesus respondeu: “Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt 25, 40).

Que possamos acolher o rosto de Deus na pessoa de cada um que transita pela nossa vida, proporcionando um Natal tão divino, quanto humano.

Cristiano Oliveira

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

1. Família de Nazaré – Família – lugar de oração.

A presença da Sagrada Família na celebração de Natal vai além do mistério divino que circunda a família de Jesus. A família de Nazaré, que se constitui com o nascimento de Jesus Cristo simboliza o modelo de família.

O lar é o lugar onde se pratica o respeito, a partilha, os valores e a oração. Natal em família! Esta é a preparação das novenas, em preparação a grande festa cristã. O símbolo da família de Nazaré está no símbolo do Amor de Pai e Amor de Mãe que se complementam na constituição da família divina. Na família, há a responsabilidade de educar os filhos assegurando-lhes os princípios divinos e constitucionais. João Paulo II disse que "a família é base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que lhes guiam durante toda sua vida."

Estes valores, brotados no seio familiar é que asseguram a prática do amor, do perdão, configurando um sentido de união e proteção que só acontece na dimensão de família. João Paulo II, o querido Papa da paz afirmou, ainda, que “a família está convocada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração singela, cheia de esforço e ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se converta em oração."

Roguemos à Família de Nazaré para que nossas famílias se espelhem nos gestos de amor e de fé que conduziram à manifestação do Amor de Deus entre Nós. Que em cada família reine a confiança, a fidelidade, o respeito mútuo, para que o amor se fortifique e nos una cada vez mais neste natal.

Jesus, Maria e José Minha família vossa é!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cora Coralina


Artigo sobre CORA CORALINA.

O presente artigo busca a análise da posição-sujeito assumida por Cora Coralina, na Obra Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Através de conceitos da Análise de Discurso fundamentou-se o conceito de lugar para falar da presença da mulher e a forma como essa linguagem apresenta o mundo e atua sobre ele. Interessou-nos a investigação dessa linguagem, que possibilitou a Cora Coralina reconstruir sua história, sua sociedade e sua cultura, como mulher, esposa, agricultora e poetisa. Através de seu tempo e de seus lugares discursivos, suas vozes ecoaram em favor de muitos, principalmente os mais fracos de sua sociedade.


O meu agradecimento ao prof. Clovis Britto e a revista Hispanista pela confiança, incentivo e por acreditarem em mim.

Acesse:
http://www.hispanista.com.br/artigos%20autores%20e%20pdfs/artigo355.htm

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

É necessário redimensionar a caminhada.


Tudo tem um tempo,
e neste tempo acontece

aquilo que se faz necessário.

Mesmo que venha um rigoroso inverno,

O tempo do rigor passará e ai,

virá a beleza das flores,

o perfume da vida,

a sonoridade dos pássaros,
e a fartura dos frutos...


sábado, 3 de dezembro de 2011

Rubem Alves

O Tempo e as jabuticabas


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho mais passado do que futuro.
Rubem Alves


Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço...

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos quero a essência, minha alma tem pressa.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora e não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena e para mim basta o essencial.


Cora Coralina

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