quinta-feira, 18 de dezembro de 2014


“ E eu que queria voar...
             ter asas para o
                                infinito.
Também queria gritar
            mas, por prudência,
                        poupei meu grito.”
Crisjoli Fingal 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Renovação


E se renova por toda a terra
Com a nova rama da vida
A beleza que germina do broto
Pela graça das mãos bem servidas

E se renova o sentimento de esperança
Pelas mãos do nosso Criador
No sorriso da nova Criança
Deus nos ama com seu Terno Amor

E se renova o desejo de paz
Pelas mãos de quem tem fé
E a sombra da escuridão que jaz
No mistério da manjedoura de Nazaré

E se renova a força do amor
Pelo gosto do orvalho matinal
E vem pra nós o Salvador
Trazendo a Luz do novo Natal


Cristiano Oliveira

terça-feira, 18 de novembro de 2014

LICENÇA POÉTICA





Peço licença para descrever
O meu desatino
Não gosto do desprezo
Nem da desavença
Muito menos do descaso
Tão pouco da descrença
A desonra, o desafeto
E a deselegância
Isso nos destrói
E nos desumanizam
 
Gosto mesmo é do desapego
Acordar descalço
Ficar descabelado
Fazer o desjejum
Pra não ser desnutrido
 
Aprendi com a filosofia
A ler a desordem
O desequilíbrio, o desespero
O desfeito e o desencanto
Como forma de desconstrução
Do meu desempenho
 
Quando há despedida,
A gente pede desculpa
Também pede desconto
Por tantos deslizes
 
Agora,
O meu mais profundo desejo
É desafiar o destino
Destramelar os horizontes
Desnudar as palavras
E, assim,  fazer o meu devaneio



Crisjoli Fingal

terça-feira, 11 de novembro de 2014

AS MÃOS




Que jamais nos falte a coragem de tocar nas coisas que podemos modificar.
Que nossas mãos possam bendizer sobre todos os que ensinam.
Que o calor humano, de cada encontro, possa nos aproximar mais da humanidade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

INCLUSÃO





Inclusão é quando somos capazes de aceitar o outro independentemente do que ele é, conforme ele se manifesta, de acordo com suas capacidades, abrindo estrada para que ele possa ir e vir.


A inclusão acontece quando o meu Eu se coloca diante do Eu do outro e se permite encontrá-lo. Quando nossos “eus”, mutuamente, se permitem  conVIVER, sem reserva alguma de condicionabilidade.


Para estar em inclusão não é permitido que se exija condições, elabore regras e muito menos estabeleça diferenças. A diferença distancia e a distância é o afastamento.

Incluir é amar, é acolher, olhar, abraçar. É estar junto, mesmo que no primeiro momento não se compreenda o que fazer. O primeiro ato da inclusão é dar ao outro um espaço dentro de nós mesmos. Só podemos nos acolher na inclusão, se se primeiramente eu for o sujeito de inclusão e se eu conseguir me incluir por primeiro. 

Cristiano Oliveira

terça-feira, 4 de novembro de 2014

BUSCA




Em algum canto do universo, com certeza, está escondido uma porção mágica que pode modificar este mundo tão indiferente. Quem sabe se iniciarmos uma busca dentro de nós mesmos, não precisaremos ir tão longe...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

OLHAR





Faz-me sentir este vento
Diante de um olhar tão sereno
Que nesta jornada, cedida ao tempo,
Tem as marcas de um ato eterno

Acredito na voz que ecoa
Deste silêncio tão inquieto
E vejo no olhar, que ao longe voa
O desejo de pousar num lugar certo.

Balança, na brisa suave e mansa
A força que educa cada criança
E nas mãos que o tempo não cansa
O escrever da nova esperança.

Já são poucos os que acreditam
Perfazendo da vida a grande lição
São os que ao longe viram
E, jamais desistem da educação.

Cristiano Oliveira

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

LINGUAGENS




A vida tem muitas linguagens. Algumas são tão obscuras que precisam de um tempo para interpretação. Outras, são tão desconhecidas que ainda não podemos encontrá-las em nenhum dicionário. Porém, há aquelas que são tão precisas, que basta um olhar amoroso para compreendê-las. 

Crisjoli Fingal

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Palavras Póstumas



Em algum lugar...
Distante ou ao nosso lado.
Discutem-se. Dialogam-se
Por veredas!
Por sertões!
Por rudimentares palavras.
Em letras e aos refrões.
Foram tão mortais como os imortais.
Devanearam nossos corações.
Donos de vozes para os normais.
Olharam para coisas tão reais.
Quem levou Ubaldo, quis buscar Alves
Lembrou de Ariano em seus anais.
Que vazia fica a literatura!
E a gente diz: Até mais!
                                                                                                  (Crisjoli Fingal)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

VIDA




Tudo termina um dia nesta vida, inclusive a beleza e o perfume das flores mais raras que existem. A única coisa que fica é a essência dos momentos vividos com profundidade. Então, viva o hoje e, sinta o prazer de deixar uma linda história para o amanhã.

 Crisjoli Fingal

terça-feira, 10 de junho de 2014

GOTA


















Era apenas uma gota!
Mas, ficou maior do que o meu eu. 
Virou reflexo do meu cotidiano. 
Beleza de Deus.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

DESEJO





Desejo que o sol seja farto de luz e, 
que todos tenham coragem de abrir a janela da vida para ver sua claridade.
Desejo que as flores tenham perfume em grande escala, 

para exalar nos jardins mais tímidos do universo.
Desejo que a vida seja repleta de surpresas positivas, 

para que todos possam se encantar em vivê-la.
Desejo que os sonhos jamais se acabam, 

para que a cada novo dia os homens tenham desejo de lutar por um ideal. 

Crisjoli Fingal 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

DOCE INFÂNCIA













Ah, como tenho saudade da minha doce infância
Investida da inocência do ser criança.
Onde tinha tantos sonhos e esperanças.
E não pensava que a vida fosse tão dura
Que ao crescer conheceria tais criaturas.
Sem brilho e sem nenhuma postura!
Ainda bem que eu descobri
Que viver é uma doce e mágica dança.
Que somente pode sorrir
Quem ao caminhar faz sua mudança.


                                                                             Crisjoli Fingal 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Desmedida é a ausência cansada
Perdida em longas esperas...
Na saudade que ainda deveras
Recordar a última palavra amada.
                                                                                            Cristiano Oliveira

sexta-feira, 16 de maio de 2014




Às vezes começar do zero é oportunidade de fazer tudo diferente. Mas, isso não significa que o que foi feito até o momento esteja errado, só uma questão de logística, aperfeiçoamento e novos olhares. Então, não se culpe e nem se amedronte.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

VIVER É UM RISCO




Viver é um risco para quem quer verdadeiramente amar. Em meio a tantos caminhos que exigem de nós, mais do que bondade, o amor é um desafio e a vida é um risco.  Os relacionamentos humanos carecem de uma verdadeira alteridade que nos coloca em constantes riscos.

Tantos são os sonhos e os compromissos que construímos e buscamos, que, em grande parte da vida, nós só corremos. Trabalhamos mais do que deveríamos, gastamos todas as nossas energias com questões mesquinhas e desnecessárias e, esquecemos que o ponto nevrálgico da vida é simplesmente tecer ternura e cuidar bem dela.

Perdemos tanto tempo querendo viver a vida dos outros, os problemas alheios e não vivemos a nossa própria vida. Ou, pior ainda, quando passando uma tarde inteira criando problemas para tentar solucioná-los no outro dia, perdendo noites de sonos com nossa ignorância, em sermos tão limitados e frágeis para não compreendermos o verdadeiro significado da nossa existência.

Cai-se a folha... Parte-se o sol... Murcha-se a flor... Chega-se a sabedoria! Este processo de vida não nos é indiferente em nenhum outro lugar deste mundo. Faz parte do ciclo. Tudo se renova ou, quando não dá mais, se acaba.  Acabar não significa necessariamente que é o fim. Pode, talvez, ser o tempo para ressignificação da nossa existência. Tempo para surgir um novo ser; novo homem e nova mulher. Seres capazes de transcenderem em si mesmos. Sujeitos ternos que consigam aguçar não só a poesia, mas a arte de fazê-la em si mesma.

Viver, é este risco de não sermos tão significantes e apropriados em nós mesmos, como deveríamos ser.  Porém, se não vivermos este risco, maior ainda será o fracasso da vida humana, por não termos a capacidade de enfrentá-la, modificá-la e redimensioná-la.

Se viver é um risco. Devemos viver intensamente nos arriscando para não perdemos o que há de mais belo neste mundo – a relação humana. Oxalá, o amanhecer desta aurora nos refaça com uma nova capacidade de amarmos arriscadamente.  

Crisjoli Fingal 

Cora Coralina

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