quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

4. Belém – O lar da alegria.

Belém é aqui. Aqui é Belém. Em Belém Deus faz o seu primeiro lar acolhido pelos pastores na estrebaria. Jesus nasce de Maria para alegrar a humanidade.
Há um poema que se chama gruta de Belém onde se diz que: “Não era um palácio orgulhoso e justo que Ele escolheu para sua primeira casa”. Belém é a casa do Menino-Deus. Belém significa “Casa do pão”, pão este depois anunciado pelo próprio Jesus: “Eu sou o Pão vivo descido do céu” (Jo, 6, 51). Diz as Sagradas Escrituras que não havia lugar para eles (Maria e José). Jesus nasce num estábulo e é acolhido numa manjedoura. Vem para nos trazer a alegria.
O lar de Belém é o lugar onde se anuncia: “uma grande alegria, que será para todo o povo.” (Lc 2, 11). Alegria esta, que faz bem para alma. Acalenta os corações nos momentos de fraqueza, de tristeza e de solidão.
Acolher Jesus, pão da vida, é permite que nosso lar, nossa casa tenha sempre o pão necessário para todos; o pão da alegria! Natal sem Belém é natal sem Jesus. Natal sem Jesus é apenas consumismo e capitalismo. Se não acolhermos o Menino Deus, vazio é o nosso Natal.
Ao prepararmos a nossa casa para a celebração do Natal, preparemos, primeiramente, para ser um pequeno espaço de Belém. Que haja ao menos uma manjedoura e nela que haja espaço para Jesus nascer e trazer a verdadeira alegria aos nossos corações.
Vamos nos alegrar neste natal com a visita dos nossos familiares e amigos em busca da alegria que cura e faz bem para o coração. Que nossa casa seja um lar para o Menino Jesus.
Cristiano Oliveira

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

3. O Presépio – lugar da simplicidade e humildade

O que nos mostra o presépio? Uma montagem pra recordar o nascimento de menino Jesus, feito por São Francisco de Assis em 1223, homem de humildade e pobreza, o presépio é o lugar do encontro de Deus com a humanidade.

O menino Jesus é o centro. À sua volta José e Maria, e na contemplação da Luz da vida, os pastores e animais que moravam na estrebaria.

Figura simbólica do Natal, o presépio, com suas personagens e símbolos representa a simplicidade da chegada de Deus, Verbo que se encarna para trazer a nós a Salvação e a Vida. Jesus, na sua infinita humildade nos diz que não veio para ser servido, mas para servir. “Porque a humildade é a essência da vida”.

Todos nós somos convidados a montar o nosso presépio neste tempo natalino. Primeiramente, colocando Jesus como centro de nossa vida. Convidando Maria e José para trazer Jesus para nós e fazer morada em nossa casa. Trazer a presença dos anjos para anunciar a Boa Nova de Jesus e boas energias para 2012. Trazer a estrela de Belém para iluminar o nosso pensamento, para os bons atos de amor e fé. Nas figuras, dos pastores e dos animais, a simplicidade daqueles que transitaram e transitam o nosso caminho, principalmente os nossos amigos. Estes devem estar em nosso presépio.

Natal! Momento de montarmos o nosso presépio pessoal. Precisamos trazer a simplicidade e humildade, para a celebração do momento mais sublime do mundo e anunciar aos cantos do universo: “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3).

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

2. Rosto humano de Deus – No outro, a face de Deus

No Menino Jesus, Deus manifesta o seu rosto humano. Ele esta no meio de Nós. Emanuel, Deus Conosco!
O rosto de Deus só pode ser contemplado na pessoa da sua mais bela criação - os homens. Ninguém consegue ver a Deus se não consegue ver o rosto do outro. A celebração do Natal nos remete a um tempo forte e de grande expectativa. Para muitos a mesa farta, com comidas, bebida, festas e alegria resume toda a essência do natal. Mas, não é tudo isso. Natal é tempo de desprendimento, de partilha, silêncio e oração.

Desprendimento de tudo que é supérfluo; Partilha para com aqueles que pouco tem ou nada tem; Silêncio, para escutar o som da noite iluminada, que anuncia “Glória a Deus no mais dos céus e na terra paz aos homens” (Lc 2, 14) e a Oração para comungarem do espírito de fé que une a todos nós, em uma celebração de vida, de doação e agradecimento. Deus se faz humilde na simplicidade da manjedoura pra que todos nós possamos se assemelhar a Ele.

Acolhamos com abnegação todos os irmãos e irmãs sofredores, solitários, carentes, simples, sem lar, sem comida, sem teto, enfermos, abandonados, os menores, os fracos. Nestes é que Jesus se faz presente. "Quem acolhe o menor a mim acolhe" (Mc 9, 37).

Perguntaram a Jesus: “Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?” (Mt 25, 37-39). Jesus respondeu: “Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt 25, 40).

Que possamos acolher o rosto de Deus na pessoa de cada um que transita pela nossa vida, proporcionando um Natal tão divino, quanto humano.

Cristiano Oliveira

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TOQUES NATALINOS

1. Família de Nazaré – Família – lugar de oração.

A presença da Sagrada Família na celebração de Natal vai além do mistério divino que circunda a família de Jesus. A família de Nazaré, que se constitui com o nascimento de Jesus Cristo simboliza o modelo de família.

O lar é o lugar onde se pratica o respeito, a partilha, os valores e a oração. Natal em família! Esta é a preparação das novenas, em preparação a grande festa cristã. O símbolo da família de Nazaré está no símbolo do Amor de Pai e Amor de Mãe que se complementam na constituição da família divina. Na família, há a responsabilidade de educar os filhos assegurando-lhes os princípios divinos e constitucionais. João Paulo II disse que "a família é base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que lhes guiam durante toda sua vida."

Estes valores, brotados no seio familiar é que asseguram a prática do amor, do perdão, configurando um sentido de união e proteção que só acontece na dimensão de família. João Paulo II, o querido Papa da paz afirmou, ainda, que “a família está convocada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração singela, cheia de esforço e ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se converta em oração."

Roguemos à Família de Nazaré para que nossas famílias se espelhem nos gestos de amor e de fé que conduziram à manifestação do Amor de Deus entre Nós. Que em cada família reine a confiança, a fidelidade, o respeito mútuo, para que o amor se fortifique e nos una cada vez mais neste natal.

Jesus, Maria e José Minha família vossa é!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cora Coralina


Artigo sobre CORA CORALINA.

O presente artigo busca a análise da posição-sujeito assumida por Cora Coralina, na Obra Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Através de conceitos da Análise de Discurso fundamentou-se o conceito de lugar para falar da presença da mulher e a forma como essa linguagem apresenta o mundo e atua sobre ele. Interessou-nos a investigação dessa linguagem, que possibilitou a Cora Coralina reconstruir sua história, sua sociedade e sua cultura, como mulher, esposa, agricultora e poetisa. Através de seu tempo e de seus lugares discursivos, suas vozes ecoaram em favor de muitos, principalmente os mais fracos de sua sociedade.


O meu agradecimento ao prof. Clovis Britto e a revista Hispanista pela confiança, incentivo e por acreditarem em mim.

Acesse:
http://www.hispanista.com.br/artigos%20autores%20e%20pdfs/artigo355.htm

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

É necessário redimensionar a caminhada.


Tudo tem um tempo,
e neste tempo acontece

aquilo que se faz necessário.

Mesmo que venha um rigoroso inverno,

O tempo do rigor passará e ai,

virá a beleza das flores,

o perfume da vida,

a sonoridade dos pássaros,
e a fartura dos frutos...


sábado, 3 de dezembro de 2011

Rubem Alves

O Tempo e as jabuticabas


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho mais passado do que futuro.
Rubem Alves


Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço...

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos quero a essência, minha alma tem pressa.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora e não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena e para mim basta o essencial.