segunda-feira, 19 de maio de 2014

Desmedida é a ausência cansada
Perdida em longas esperas...
Na saudade que ainda deveras
Recordar a última palavra amada.
                                                                                            Cristiano Oliveira

sexta-feira, 16 de maio de 2014




Às vezes começar do zero é oportunidade de fazer tudo diferente. Mas, isso não significa que o que foi feito até o momento esteja errado, só uma questão de logística, aperfeiçoamento e novos olhares. Então, não se culpe e nem se amedronte.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

VIVER É UM RISCO




Viver é um risco para quem quer verdadeiramente amar. Em meio a tantos caminhos que exigem de nós, mais do que bondade, o amor é um desafio e a vida é um risco.  Os relacionamentos humanos carecem de uma verdadeira alteridade que nos coloca em constantes riscos.

Tantos são os sonhos e os compromissos que construímos e buscamos, que, em grande parte da vida, nós só corremos. Trabalhamos mais do que deveríamos, gastamos todas as nossas energias com questões mesquinhas e desnecessárias e, esquecemos que o ponto nevrálgico da vida é simplesmente tecer ternura e cuidar bem dela.

Perdemos tanto tempo querendo viver a vida dos outros, os problemas alheios e não vivemos a nossa própria vida. Ou, pior ainda, quando passando uma tarde inteira criando problemas para tentar solucioná-los no outro dia, perdendo noites de sonos com nossa ignorância, em sermos tão limitados e frágeis para não compreendermos o verdadeiro significado da nossa existência.

Cai-se a folha... Parte-se o sol... Murcha-se a flor... Chega-se a sabedoria! Este processo de vida não nos é indiferente em nenhum outro lugar deste mundo. Faz parte do ciclo. Tudo se renova ou, quando não dá mais, se acaba.  Acabar não significa necessariamente que é o fim. Pode, talvez, ser o tempo para ressignificação da nossa existência. Tempo para surgir um novo ser; novo homem e nova mulher. Seres capazes de transcenderem em si mesmos. Sujeitos ternos que consigam aguçar não só a poesia, mas a arte de fazê-la em si mesma.

Viver, é este risco de não sermos tão significantes e apropriados em nós mesmos, como deveríamos ser.  Porém, se não vivermos este risco, maior ainda será o fracasso da vida humana, por não termos a capacidade de enfrentá-la, modificá-la e redimensioná-la.

Se viver é um risco. Devemos viver intensamente nos arriscando para não perdemos o que há de mais belo neste mundo – a relação humana. Oxalá, o amanhecer desta aurora nos refaça com uma nova capacidade de amarmos arriscadamente.  

Crisjoli Fingal 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


Estes gravetos...
Secos e perdidos
Enfim, pelos cantos
Recolhidos...
Transformaram-se,
Costurados e unidos,
Em simplesmente moradias.
Quiçá a vida
No decorrer dos seus dias
Ajeite os seus gravetos
De forma desmedida.

Crisjoli Fingal

domingo, 29 de dezembro de 2013

TEMPO


Eis que o tempo 
nos não deixou órfão do amor
Por menos nos amou
Intensamente...
Criou laços profundos
de confiança e esperança.
O tempo rejeitou a solidão
Deu ultimato ao menosprezo
e criou maturidade na razão.
O tempo viu o céu ensolarado
Zangou aos trovões e raios...
Mas, soube ser gentil.
O tempo deu tardes de refrigério
concedeu ao ser humano
o dom do olhar e da oração.
O tempo esqueceu a dor.
Viveu a transformação
do botão à condição de flor.
O tempo perfumou e
embelezou a alma.
Eis o tempo!
Sempre condicional
Imortal...
Divino!

(Crisjoli Fingal)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

MARGEM DO RIO






Às margens deste rio
Em que se descansa minha solidão
Perdida com este louco silêncio
Vai-se ao longe minha incompreensão

Sinto no navegar destas  águas
Nas incertezas da dor reprimida
Compartilho com  minhas memórias,
as sombras da tarde, em despedida,
A composição das nuas histórias. 

Crisjoli Fingal 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

TONS





Que não ocorra ao vento nenhuma desilusão
por transgredir tua vaidade
e causar furor aos teus cabelos

Que valha à poesia e a ocasião
Quando fortuitamente o poeta
Estiver por perto e encontrar teus belos

Que não mensure tuas palavras em palavrões
Por desmentir tua beleza e, na avareza
Teus cachos se desfazerem em elos.

Que façam a dança volumosa
E em simpatia e tímida sensação
Teus segredos de mulher,
Em tons castanhos, ruivos, pretos, loiros ou amarelos...

Crisjoli Fingal