terça-feira, 18 de novembro de 2014

LICENÇA POÉTICA





Peço licença para descrever
O meu desatino
Não gosto do desprezo
Nem da desavença
Muito menos do descaso
Tão pouco da descrença
A desonra, o desafeto
E a deselegância
Isso nos destrói
E nos desumanizam
 
Gosto mesmo é do desapego
Acordar descalço
Ficar descabelado
Fazer o desjejum
Pra não ser desnutrido
 
Aprendi com a filosofia
A ler a desordem
O desequilíbrio, o desespero
O desfeito e o desencanto
Como forma de desconstrução
Do meu desempenho
 
Quando há despedida,
A gente pede desculpa
Também pede desconto
Por tantos deslizes
 
Agora,
O meu mais profundo desejo
É desafiar o destino
Destramelar os horizontes
Desnudar as palavras
E, assim,  fazer o meu devaneio



Crisjoli Fingal

terça-feira, 11 de novembro de 2014

AS MÃOS




Que jamais nos falte a coragem de tocar nas coisas que podemos modificar.
Que nossas mãos possam bendizer sobre todos os que ensinam.
Que o calor humano, de cada encontro, possa nos aproximar mais da humanidade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

INCLUSÃO





Inclusão é quando somos capazes de aceitar o outro independentemente do que ele é, conforme ele se manifesta, de acordo com suas capacidades, abrindo estrada para que ele possa ir e vir.


A inclusão acontece quando o meu Eu se coloca diante do Eu do outro e se permite encontrá-lo. Quando nossos “eus”, mutuamente, se permitem  conVIVER, sem reserva alguma de condicionabilidade.


Para estar em inclusão não é permitido que se exija condições, elabore regras e muito menos estabeleça diferenças. A diferença distancia e a distância é o afastamento.

Incluir é amar, é acolher, olhar, abraçar. É estar junto, mesmo que no primeiro momento não se compreenda o que fazer. O primeiro ato da inclusão é dar ao outro um espaço dentro de nós mesmos. Só podemos nos acolher na inclusão, se se primeiramente eu for o sujeito de inclusão e se eu conseguir me incluir por primeiro. 

Cristiano Oliveira

terça-feira, 4 de novembro de 2014

BUSCA




Em algum canto do universo, com certeza, está escondido uma porção mágica que pode modificar este mundo tão indiferente. Quem sabe se iniciarmos uma busca dentro de nós mesmos, não precisaremos ir tão longe...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

OLHAR





Faz-me sentir este vento
Diante de um olhar tão sereno
Que nesta jornada, cedida ao tempo,
Tem as marcas de um ato eterno

Acredito na voz que ecoa
Deste silêncio tão inquieto
E vejo no olhar, que ao longe voa
O desejo de pousar num lugar certo.

Balança, na brisa suave e mansa
A força que educa cada criança
E nas mãos que o tempo não cansa
O escrever da nova esperança.

Já são poucos os que acreditam
Perfazendo da vida a grande lição
São os que ao longe viram
E, jamais desistem da educação.

Cristiano Oliveira

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

LINGUAGENS




A vida tem muitas linguagens. Algumas são tão obscuras que precisam de um tempo para interpretação. Outras, são tão desconhecidas que ainda não podemos encontrá-las em nenhum dicionário. Porém, há aquelas que são tão precisas, que basta um olhar amoroso para compreendê-las. 

Crisjoli Fingal

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Palavras Póstumas



Em algum lugar...
Distante ou ao nosso lado.
Discutem-se. Dialogam-se
Por veredas!
Por sertões!
Por rudimentares palavras.
Em letras e aos refrões.
Foram tão mortais como os imortais.
Devanearam nossos corações.
Donos de vozes para os normais.
Olharam para coisas tão reais.
Quem levou Ubaldo, quis buscar Alves
Lembrou de Ariano em seus anais.
Que vazia fica a literatura!
E a gente diz: Até mais!
                                                                                                  (Crisjoli Fingal)