quarta-feira, 2 de março de 2011

Dia da Oração


ORAÇÃO DO CAMINHANTE


Espere mais um pouco.

Acredite!

O tempo passa!

As flores caem.

Os frutos surgem.

A vida acontece.

O amor renasce.

O destino enfraquece.

Dê uma chance aos sonhos...

Lance esperança nos planos.

Regue o peito com a fé.

Reze!

Pense em Deus!

Deposite seus dias na oração.

Sinta paz!

Encontre a coragem, a luz e siga...

Continue o caminho.

Não se desespere com os espinhos.

Colha as rosas

Lance os perfumes

Purifique a alma

E Vá!

Deus guia teus passos

Todos os dias...

Cristiano Oliveira

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Moacyr Scliar morreu aos 73 em Porto Alegre

Moacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre (RS), no Bom Fim, bairro que até hoje reúne a comunidade judaica, a 23 de março de 1937, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou. Cursou, a partir de 1943, a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Rosário, uma escola católica.

Em 1955, passou a cursar a faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), onde se formou em 1962. Em 1963, inicia sua vida como médico, fazendo residência em clínica médica. Trabalhou junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (SAMDU), daquela capital.

Publica seu primeiro livro, “Histórias de um Médico em Formação”, em 1962. A partir daí, não parou mais. São mais de 67 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã. Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países.

Em 1965, casa-se com Judith Vivien Oliven.

Em 1968, publica o livro de contos "O Carnaval dos Animais", que o autor considera de fato sua primeira obra.

Especializa-se no campo da saúde pública como médico sanitarista. Inicia os trabalhos nessa área em 1969.

Em 1970, freqüenta curso de pós-graduação em medicina em Israel, sendo aprovado. Posteriormente, torna-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública.

Seu filho, Roberto, nasce em 1979.

A convite, torna-se professor visitante na Brown University (Departament of Portuguese and Brazilian Studies), em 1993, e na Universidade do Texas, em Austin.

Colabora com diversos dos principais meios de comunicação da mídia impressa (Folha de São Paulo e Zero Hora). Alguns de seus textos foram adaptados para o cinema, teatro e tevê.

Nos anos de 1993 e 1997, vai aos EUA como professor visitante no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University.

Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº 31, ocupada até março de 2003 por Geraldo França de Lima. Tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo poeta gaúcho Carlos Nejar.



" Quando um pai entusiasmado, ou uma professora entusiasmada, ou um amigo entusiasmo nos garante que a leitura de determinado livro é importante, temos dois tipos de motivação para a leitura: um é o livro propriamente dito, outro é o afeto que temos por esse pai, por essa professora, por esse amigo. Leitores formam uma irmandade, uma afetiva família. E isso é outro mérito do livro."

SCLIAR, Moacyr. Comprar Livros é uma coisa. Ler é outra (In) Do jeito que nós Vivemos: Editora Leitura. 2007, p. 27.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dia Internacional da Língua Materna

No último dia 21 de fevereiro comemorou-se o Dia Internacional da Língua Materna. A fala é um dos meios mais belos da comunicação. Ela tonaliza os sons para melodiar os mistérios mais profundos da criação. Pela fala podemos cantar, falar, chorar, sorrir, partilhar, orientar, aconselhar e porque não, orar. A fala constroe mecanismos duráveis para solidificar as relações humanas. Povos e línguas se misturam no pluralismo global para expressar as diversidades culturais.

A Língua Materna dos indígenas criou um vocabulário de beleza inagualável para o nosso Brasil. Segue um pouco de enriquecimento para o nosso vocabulário.

Acauã: ave que ataca as serpentes.

Acauã - Gal Costa

Composição: Zé Dantas

Acauã, acauã vive cantando
Durante o tempo do verão
No silêncio das tardes agourando
Chamando a seca pro sertão
Chamando a seca pro sertão
Acauã,
Acauã,
Teu canto é penoso e faz medo
Te cala acauã,
Que é pra chuva voltar cedo
Que é pra chuva voltar cedo
Toda noite no sertão
Canta o João Corta-Pau
A coruja, mãe da lua
A peitica e o bacurau
Na alegria do inverno
Canta sapo, gia e rã
Mas na tristeza da seca
Só se ouve acauã
Só se ouve acauã
Acauã, Acauã


Gal Costa - 1970

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Colheita de Milho






















Tela Colheita de Milho

Artista - Cláudia Thomaz - Rio de Janeiro

Colheita de Milho (Chiquinha)

Chitãozinho & Xororó

Composição(Hamilton Carneiro/Andrade)

Até hoje ainda me lembro
Era manhã de setembro
O sol com intenso brilho
Eu na frente abrindo as covas
Chiquinha, menina nova
Vinha atrás plantando o milho

O sol dava um bronzeado
No seu corpinho rosado
Lhe dando uma cor morena
Cada grão que ela plantava
Uma esperança brotava
Como brota uma açucena

A natureza não erra
E os grãos rachando a terra
E o broto nasceu robusto
Em cada braça do eito
Coração roçava o peito
Como o vento no arbusto

O milho cresceu depressa
Parecia uma promessa
Na minha boca granando
E no tempo de colheita
Chiquinha, menina feita
Era espiga se empalhando

Numa tarde de pamonha
Eu sem jeito, com vergonha
Já pressentia o perigo
Fui buscar no milharal
Mais milho para o curau
E Chiquinha foi comigo

Quebrando milho na chuva
Eu tropeçava nas curvas
Do seu corpinho molhado
Debaixo do pé de milho
Como espigas no atilho
Ficamos os dois atados

Passou o ano e desta feita
Vamos ter duas colheitas
O tempo foi bom pro milho
Enquanto crescem as espigas
Chiquinha cresce a barriga
Pra colhermos nosso filho

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Vida


A vida....
Ah vida! Que bom tê-la!
Que prazer vivê-la.
Adocicada...
Amada...
Esperada...
Nos trilhos da jornada.
Por quais estradas?
Não posso te deixar
Neste instante, me queixar:
Será que vivi bem os dias que tive pra te amar?
Amo-te no silêncio destes anos,
Apreendidos e marcados
Pelo fascínio de aqui estar
Amo-te, Óh Vida!


Cristiano Oliveira

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Duetos




















Prá Minas - CD Duetos - João Caetano


" Nos perdemos na mesma cachaça e achamos a mesma cançao.
Olhamos o mesmo horizonte, asas de um só avião."
João Caetano

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sina do Rio


Um rio passou por mim.

Trouxe o oxigênio das águas cristalinas.

Levando para o oceano as folhas secas do outono passado.

Suas águas, sempre geladas

Lavavam o tempo milenar

Das pedras que rolaram

Das montanhas.

Com o canto das cachoeiras

Chorou alto, nas chuvas do verão

Ciou suave no período da seca

O rio continuou a descer

Serras, montanhas...

Cruzou cidades...

O rio cresceu...

Sofreu...

A poluição quase o matou.

O rio sobreviveu!

Perdeu sua inocência.

Mas, cresceu com o mar.

O rio virou água grande!


Cristiano Oliveira