sábado, 28 de julho de 2012

BADALAM OS SINOS


De Deus vem a paz que o mundo necessita
E aos homens o anúncio da Palavra ressoa
Em orações e louvores, a prece grita
Que do céu venha o bem que o anjo ecoa

Badalam os sinos em tempo de missão
Numa única prece a comunidade faz oração
Partilhando bens e dádivas, a santa comunhão
A Igreja irmana seus filhos numa só vocação

Crisjoli Fingal


terça-feira, 24 de julho de 2012

FERIDA DA ALMA



Machucado está meu coração
Sem curativos para tal ferida
No perdido deste turbilhão
Sou a ovelha perdida.

Dói o peito do meu jeito
Nenhuma noite tem paz
Agora já está o tal feito
Meu amor aqui jaz.

Fiz da vida um tempo sem fim
Amei do mais profundo de minh’alma
Agora o que será de mim
Sem o amor que me acalma?

Crisjoli Fingal

terça-feira, 17 de julho de 2012

RASTROS




Pelas caminhadas da vida
iluminou-se minha alma com
uma porção de paciência

Sem destinos...
em paz adormecida
conduzi meus passos sem
cansaço e sem violência

Ficou no meio do caminho
a dúvida perdida
com rastros de clemência.

Crisjoli Fingal 

sábado, 14 de julho de 2012

DIA INTERNACIONAL DO HOMEM



        SER HOMEM

Lembrado ou esquecido diante de sua dureza
Amado, envelhecido perante sua natureza.
Homem, criado pelas mãos do Criador.
Deus fez o homem!
O fez à sua imagem e beleza. Deu-lhe razão.
Confiou a inteligência. Para amar com o coração. 
Amou sua criação.

Homem que tem fé, como a de Jacó, Isaac e Abraão.
Homem que acredita em Jesus de Nazaré. 

Filho de Deus. Que foi amado por José; 
exemplo de trabalho, paternidade e doação. Homem de fé. 

Homem do passado, das guerras e lutas. 
Das fábricas, das cidades, das jornadas e labutas. 
Homem das letras, da filosofia e da ciência.
Homem da escrita, das palavras e da gerência. 
Homem do presente e do futuro. 

Homem que é menino, com brincadeira de infância. 
Que corre, pula, joga bola porque quer ser criança. 
Homem que perde a inocência. Fica adulto. Parte... Busca... Planta! 
Homens que são homens. Exemplos de vida. Estes, o sim!
Outros, o não. Perdidos, presos nas prisões. 
Homem sem espelho. Violento, Avarento. Ladrão. Exemplo do não. Mas, merece uma reconciliação.

Homem amor de pai, trabalhador. 
Que luta para sustentar o lar, ganhando o digno pão. 
Homem que é marido, pai, esposo, filho, avô, tio, irmão.
Homem que é político, consagrado, educador, artesão. 
Homem poeta, do campo, da tecnologia, da fé e do chão. 
Homem! Imagem da criação!



Crisjoli Fingal

segunda-feira, 2 de julho de 2012

CONGRESSO DE EDUCAÇÃO

Congresso Internacional de Educação 
Pouso Alegre  - 29/06/2012



Ensinar

O exercício da docência deve mesclar o campus do desejo do ensinar, com a vontade de aprender – relação que se faz entre professor e aluno, na relação homem e mundo; condição fundamental para o desenvolvimento embrionário do ato em si da aprendizagem. Educando-se, se ensina e se aprende que a relação entre sujeitos, faz e permite-se fazer, através do desejo e da necessidade de conhecer, compreendendo as realidades dimensionais que os envolvem. Esta dimensão deve ultrapassar o limite que impomos como incapazes de superar os conceitos e os medos do novo conhecimento
            O ser humano educa e se educa, enquanto faz o seu processo de caminhada do ser, do estado físico da existência, perpassando para o estado psicossocial, em sua relação de mundaneidade.
             O desenvolvimento desta rudimentar fase de mundaneidade acontece no ato do ensinar. Ensinar no pensamento da filosofia de Aristóteles é levar o homem a alcançar sua plena realização, mas isso só se torna possível se ele desenvolver suas faculdades físicas, morais e intelectuais. Para o filósofo, a virtude intelectual se adquire pela instrução e pela virtude moral.
            Só ficaremos incólumes às amarras da ignorância, se formos capazes de engrenar nossa existência, enquanto entes sociais, na esfera educacional. A escola é, por si só, o lugar da fomentação do mundo e das possibilidades. A realidade homem e mundo só existem num envolvimento recíproco, eles coexistem, um não existe sem o outro. Segundo Heidegger, o homem é sempre, e já, ser com o outro. Não há possibilidade de ser sem o outro.
            Na vertente desta reciprocidade é que acontece o ato de ensinar. Homem e mundo se constituem essencialmente no ato de existir. Portanto, a educação é a possibilidade humana de transpor valores e conceitos ao mundo. E é por meio da escola que podemos realizar o mérito de sermos seres com conhecimento completo de nossa missão de estar no mundo.
            No pensamento de Fernando Pessoa:
         "Tudo em nós está em nosso conceito do mundo; modificar o nosso conceito do mundo é modificar o mundo para nós, isto é, é modificar o mundo, pois ele nunca será, para nós, senão o que é para nós."
        O mundo representa para nós, aquilo que nós, enquanto pensadores, compreendemos dele. 
        A arte e a poesia podem nos ajudar a compreender, de maneira mais significativa, o sentido do ato da ensinagem. O homem que comparece como abertura a compreensão, é  capaz de pôr o ser a descoberto e de revelar o significado do mundo. "Pois o homem é acontecer, é o andamento histórico que se destina na liberdade."

            Quiçá as rosas no instante do desabrochar 
           Tivessem a fragrância e tamanha beleza
           Que os jardins do universo, sem chance de errar.
           Conferissem a elas, o direito da eterna realeza. 




Professor Cristiano Oliveira 

domingo, 24 de junho de 2012

UM DIA A GENTE APRENDE



Um dia a gente aprende que a vida é assim mesmo:
misteriosa, passageira e incompreensível. 
A gente aprende que tudo passa.
As folhas secas caem ao final da estação
E que os dias passam ligeiros.

A pele envelhece e os cabelos ficam brancos. 
A gente aprende que tudo acaba.
Aprende que as lágrimas foram importantes.
Mas, que os sentimentos não são eternos.

A gente aprende que os prêmios viram história.
Que os aplausos cessam e que o sorriso adormece.
A gente aprende que as roupas molhadas secam com tempo.
E que o café esquecido na xícara esfria. 
A gente aprende que o sol nunca se vai
Mas, que somos nós que giramos com o o Planeta.

A gente aprende que os amigos se vão...
Que a família um dia acaba e que o perfume se esvai.
Que os sonhos se realizam e que o amanhã chega.
A gente aprende que o perdão acontece
E que  o rancor se desfalece. 

A gente aprende que os livros nas estantes
Ajuntam poeiras e suas páginas ficam amarelas.
A gente aprende que um dia as camas ficam vazias
e os travesseiros ficam solitários.

Que as fotos contam como os momentos foram especiais
e como a gente fez coisas loucas.
Que as poses eternizam e que Deus foi
o único que não passou e que há coisas na vida
Que nunca mais poderemos repetir.

Um dia a gente aprende que tudo morre!
Por isso valeu a oportunidade de viver o hoje.

Crisjoli Fingal

domingo, 17 de junho de 2012

TEMPO PARA O AMOR



Com o coração na mão escrevi umas linhas para falar do amor
Foi difícil compreender esta tal saudade que divide o tempo
Em fragrâncias perdidas, nas lembranças com um leve odor.
Picotadas em palavras, meu diário ficou em lamúrias e lamento

Com as páginas em lágrimas, não consegui compreender esta dor
Escrevi para que o mundo me compreenda o final deste alento
Mãos suadas de tanta força, sem jamais conseguir aliviar o calor
Sempre ficará em vaga manifestação, o inexplicável tormento.

Amor em dose duvidosa nos caminhos de um pequeno sonhador
Curvas incertas e incompreendidas de um inexplicável sentimento
De dias e longas horas, nas meditações de um apaixonado escritor.

Crisjoli Fingal