segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

PARABÉNS OLÍMPIO NORONHA

Parabéns Olímpio Noronha pelo seus 50 anos de emancipação política

01/03/1963 - 01/03/2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SABOR AO LÍDIMO




Cai a seiva da pequena inocência
Cedendo lugar a mais pura cadência
Foi-se a pequenez do olhar
Surgiu à sutileza; a essência.

Mar por onde navegas meu infinito destino
Não tem mais de mim do que um pequeno peregrino

Nesta vida que passa... nesta vida que vem
Num ritmo que compassa, eu aprendi a dizer: Amém!
Sou grato por esta duradoura história
Que não me falha à memória, é também de alguém.

Fruto do meu ser: farta primavera
Deito minha aurora ao amanhecer
Outrora tardia eu ser o que era

Lacunas do meu íntimo
Nova manhã - a flor em verão
Perfuma a terra, sabor ao lídimo
Para mim, a eterna gratidão.


Crisjoli Fingal 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

ACALANTO












Se me perguntas por tal impretérito

O que lhe posso responder: é um mistério.
Vão se aos ventos as sementes
Germinando com o tempo ao seu critério

Se há delongas neste pranto
Que fica a voz e saia o canto
Não se pode perder o encanto
Quando o silêncio vira espanto!

Se para acalmar, há o refrigério
Minhas mãos é teu acalanto. 

Crisjoli Fingal

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

TRIVIAL







Em tempo de coisas fugazes, a vida infelizmente cai na redoma do escárnio. Parece-nos que tudo corre naturalmente para a banalidade. Perder-se, esconder, mentir, a negação, o distanciamento, a rigidez e, pior de tudo, a mentira agregam para o trivial. 


Brincamos com a inocência dos pequenos, com a limitação dos fracos, com os sentimentos dos tristes e esquecemos que, em tudo isso somos tão limitados, pecadores, fracos, quanto aos outros. 

Ninguém passa desta natureza sem tornar-se pó; origem e sinal da mais pura humanidade. Tudo acaba! Em tempo, a Palavra, a Oração, a Fé, O Perdão e o silêncio nos ajudam a recomeçar. Façamos da vida a sua pura existência. Amemo-nos mais! 



Crisjoli Fingal 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

EU, POR MIM MESMO!



Eu fico com o suspiro da noite, com a chama que ainda fumega e que abrirá a aurora do novo dia.
Fico com a beleza do silêncio que me fala mais alto do que minhas perguntas. 
Fico com a página em branco, para desenhar e reescrever os erros, assim que for possível.
Fico com as mãos em prece, para aprender a pedir e a agradecer.
Fico com os olhos fitados no Deus que nos fez tão humanos e que nos ama do nosso jeito.
Fico com as incertezas das coisas incompreensíveis e que exigem tanto de nós.
Fico com o projeto de viver, mesmo que seja por só mais um dia.
Fico com a palavra aberta para aliviar os sofrimentos dos solitários.
Fico com aqueles e com aquelas que esperam confiantemente o tempo de viver a metamorfose ontológica.
Fico comigo mesmo quando não posso ficar alheio a mim. 


Crisjoli Fingal

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CURVAS DA VIDA



Era uma simples bica d’água.
Que derramava água fresca
Lá embaixo formava
um pequeno córrego
Era apenas um córrego!
Eram brincadeiras e banhos

Outro córrego que nasceu
num quanto desconhecido...
Fizeram uma só vida!
Ouviram o chamado do rio
e, inocentemente, partiram...

Caíram na curva do rio
      e se foram...
              mais uma curva...
                    outras margens...

Já se vão décadas
Que a doce lembrança virou mar.
Águas do meu peito.
Mares de minha infância.
Rios do meu sertão.
Margem de minha juventude.
Descanso do meu ser criança.

Crisjoli Fingal

domingo, 20 de janeiro de 2013

DILEMAS



LIBERDADE E AVENTURA (dilemas)

Há dilemas que fazem minha vida
Preenchendo minha cabeça!
Renunciar o amor pela liberdade,
trocar sentimentos por  aventura.
Talvez se aventurar numa paixão
e tentar descobrir a liberdade de amar.
Dilemas!

Uma boa parte desta liberdade
Está no fato de não ser emocionalmente
dependente de ninguém.
Mas depois de um bom tempo sozinho,
quero me aventurar muito mais neste louco desejo.
Mas, o que desejo? O que quero sentir? Onde quero viver?

No meu mundo!
Do tamanho da minha imaginação

preciso me amar mais...
fazer mais amor...
beber uma dose todas as noites...
dormir menos...
correr todos os dias...
abrir as janelas na madrugada...
ler dois livros por semana...
pedir 'bis' para o que gostei...
subir os picos mais altos...
navegar nas nuvens...
e caminhar nas estrelas...
Só preciso trocar a vida em miudos
e vivê-la a meu modo!

Há novos perfumes que preciso sentir,
novos mares que preciso navegar,
novas estrelas pra contemplar,
outras bocas pra beijar,
novas pessoas para sorrir,
novos dias para sonhar
Talvez um alguém para amar!

Trilhando o caminho da vida,
estes são meus dilemas.

E o que fazer?
Talvez seja melhor não encorajá-los,
para não ter que correr deles
ou correr com eles.
Afinal, o que fazer com os dilemas
implica num dilema!
Talvez seja melhor vivê-los!
E a vontade de viver,
não pode jamais, se tornar um dilema.

(Por Crisjoli Fingal e Herbert Godoi)