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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

SAUDADE




A saudade é perfume de flor.
É pena de pássaro
Saudade tem cheiro de ontem.
Tem vontade de abraço
Aperto de mão
Sorriso no rosto
Saudade de dizer: oi!
Como está? Como foi?
Saudade tem beleza guardada,
Perfume na lembrança.
Saudade é...
Palavra que não envelhece
E não se cansa.
Saudade é "trem bão"!
É desejo que não se esquece.

Crisjoli Fingal

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

SAUDADE


Guardada nos velhos retratos
Nas mobílias esquecidas pelos quartos.
Entrelaçada pelas janelas ao quintal
Minha saudade é um amor sem igual.

Nas varandas em sombras frescas
Recordando as histórias pitorescas
No terço, aos pés de Nossa Senhora
A saudade é a oração de todas as horas.

No cheiro do café em coador de pano
Nas palavras abençoadas com sinal da fé
A saudade é cheiro do meu cotidiano.




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Creio na Vida Eterna!

"Os que morrem na paz e na amizade de Cristo e os que forem totalmente purificados de suas culpas “vivem para sempre em Cristo” (1 Ts 2, 13-17).

Viver para sempre com Cristo é o que professamos na oração do Credo, quando dizemos que cremos na vida eterna. Celebrar o dia de finados... é render memória aos nossos entes queridos, que conviveram conosco, fizeram história, foram importantes na nossa caminhada e partiram para a morada de Deus. Esta certeza cristã, vivida no mistério da fé, acalenta o coração humano, quando a separação acontece com a chegada da morte.

Morrer não significa o fim de tudo. A carne, o que padece, volta ao pó como se originou, mas o espírito volta para Deus. "E o pó volte a terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu." (Ecl. 12,7). A ideia de volta retoma a ideia de caminho, ida e volta,

Caminheiros... somos todos neste mundo. Caminhando transitamos na pequena passagem terrena. Sendo assim tudo acaba, enquanto seres humanos, feito de carne, meros mortais. Mas o espírito dado por Deus volta ao coração de Deus, para viver plenamente na eternidade.

O tempo de cada um de nós pertence a Deus, Criador de todas as coisas. À criação é concedida a missão de cuidar das coisas da Terra, inclusive do homem, imagem e semelhança do criador.

O cuidado é repleto de amor e carinho, por isso choramos pela partida daqueles que amamos. Sentimos saudades, ficamos às vezes revoltados com Deus, principalmente, quando não queremos aceitar a morte. Fato é que não fomos preparados na vida para termos perdas. Perder pode até parecer um fracasso, mas para Deus deve significar esperança.

Bonito o nome da Pastoral das Exéquias ou Pastoral da Esperança. Pessoas, que consolam e transmite o amor de Deus que de braços abertos acolhe cada filho, cada filha na hora da morte.

O que fica pra nós neste dia é a esperança de que, em Deus, todos nós cristãos viveremos eternamente. Sentir saudade é um sentimento humano. Chorar expressa a saudade, o amor. Se até Cristo chorou à morte de Lázaro, porque não chorarmos pelos nossos irmãos e irmãs, amigos e entes queridos. Como diz a bela canção do diácono Nelsinho: “Só se tem saudade do que é bom. Se chorei de saudade não foi por fraqueza. Foi porque amei.”"

Cristiano Oliveira
Postado no Facebook da Paróquia de Fátima - Pouso Alegre
http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100002921480384

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Saudade

Só se tem saudade do que é bom,
Se chorei de saudade não foi por fraqueza,
Foi porque amei.

E se eu amei, quem vai me condenar?
Se eu chorei, quem vai me criticar?

Só quem não amou, quem não chorou,
Quem se esqueceu que é um ser humano,
Quem não viveu, quem não sofreu,
Só quem já morreu... e se esqueceu de deitar

Composição: Diácono Nelsinho Corrêa

terça-feira, 21 de julho de 2020

O PÊNDULO DO TEMPO


Às vezes me deparo em desencontros.
Recobro o instante;
perco-me no vazio do tempo.
Meus devaneios reforçam o pensamento.
Reflito com o isolamento.
Desdobramentos...
Uma pausa!
Deleito no momento; encantamento!
Saudade é uma tal coisa apertada,
desejada em partir...
Sinto falta da estrada, da curva desconhecida
Do cheiro do vento que sopra no litoral
Tenho saudade doída do abraço.
Do olhar...
Do sorriso...
Não sei o que faço!
Apenas me laço em memórias...
Saudade do não bem vivido
arrependido... aperto doído...
consumido pelo tempo perdido.
Viagens e saídas não saem dos planos.
Rodas de boteco,
beira de calçada,
prosa esticada.
Que venha logo o fim de ano!
Meus devaneios... meus encontros.
Receio pela palavra que aproxima
O ponteiro que o tempo controla.
Ordem ao caos
Existir, me anima.
Neste pêndulo andarilho
Penso no não feito
No sem jeito,
Que move meu peito.
Perco quando me encontro!
Sou apenas o brilho
Da prece
De quando Deus sai do seu esconderijo
E afaga meu rosto tão rijo.

Crisjoli Fingal - Inverno de 2020

domingo, 8 de abril de 2012

LAÇOS


Foto Cristiano Oliveira

Transitamos por caminhos tão diferentes
que às vezes somos surpreendidos pelos laços
que vão surgir à nossa frente.

Há caminhos que nos apresentam situações inusitadas
que acabam nos prendendo e fazendo
com que nossa jornada seja  de subida e descida

Caminhos que poucos passam...
   Outros,
jamais terão a oportunidade de transitar..
   Mas,
são caminhos que deixam um pouco de saudade...

Caminhos que tem emoção!
Caminhos inusitados...
Caminhos silenciosos...
Caminhos de esperança!

Caminhos aonde cada olhar gera uma poesia.
Cada poesia gera uma sensação nova
de querer estar por ali, por mais um tempo.
Tempo que não pára. 
Tempo que nunca existiu. 
Tempo que também jamais existirá.

Caminhos...
que serão transitados por novas pessoas
e, quem sabe pelas mesmas pessoas 
que passaram por eles, 
pela simples sensação da saudade...

Crisjoli Fingal  

segunda-feira, 10 de julho de 2017

UM TEMPO PARA CHIQUITA


O tempo é vento que corre sem velocidade
Seu sopro é segredo que guarda saudade
na correria do tempo. O tempo é liberdade
Pois a beleza do tempo é a generosidade.


Na saudade do tempo, o amor não envelhece,
e das marcas do tempo não se esquece.
É ao lado do tempo que o amor enriquece.
Pois a doçura do amor, o tempo não se esvaece.


O amor é como um laço de fita.
que, ao se enlaçar, faz a vida bonita.
No laço de amor de Lázaro e Chiquita,
o tempo fez para os dois, uma vida bendita. 


Crisjoli Fingal


Homenagem ao Casal Lázaro e Chiquita, da cidade de Aguaí, que nesta semana celebram Bodas de Aveia (72 anos) de vida matrimonial.
Poema Publicado no Jornal "O imparcial", 8 de julho de 2017 - Aguaí - SP

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

DELÍRIOS



Se é feito de tempo
Tem sabor de saudade.
Se é feito de saudade
Tem sabor de desejo.
Se é feito de desejo
Tem sabor de beijos.
Se é feito de beijos
Tem sabor de luxúrias.
Se é feito de luxúrias
Tem sabor de pecado.
Se é feito de pecado
Tem sabor de perdão.
Se é feito de perdão
Tem sabor de abraço.
Se é feito de abraço
Tem sabor de quero mais.
Se é feito de quero mais
Tem sabor de tempo. 

Crisjoli Fingal

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Caricatura Selvagem

Enquanto nos preparamos para o outubro, mês das crianças e dos professores, somos surpreendidos pela eleição, tempo de democracia, cidadania e hipocresia.
São tantas "ias" que a vida perde a sua harmonia, numa tentativa de compreender esta simbologia discursiva dos palcos, palanques e fantasia. Parece que o jeito é se caracterizar de marionetes e brincarmos de faz de conta. Mas, infelizmente não é brincadeira. A coisa é séria.
Não podemos ser idiotas e fingir que tudo esta bem. A banda passa e, enquanto isso alguns restam nos bancos das históricas praças vendo o movimento...

Renato Russo expressou muito bem isso na canção abaixo.

Índios

(Legião Urbana)


Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do inicio ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

sábado, 14 de abril de 2012

SABOR PARA ALMA



Minha saudade é de um copo de café com leite
Pedaço de bolo de fubá com erva-doce.
Cheiro de fogão à lenha...
Que traz boas memórias da infância.

Coisas de domingo à tarde
Quando a casa tinha visita
Ou dos dias corriqueiros
Quando o sol já ia se despedindo.

Saudade bonita!

Coisa simples da roça em volta da família
“causos” de gente antiga.
Memórias dos tempos em que os avós existiam
E falavam dos bons costumes.
Teciam sobre o respeito ao mundo!

Saudades da inocência de criança
em que a alma não torcia aos pedaços.
Não tinha coisas complicadas;
contas para pagar e, 
um amanhã incerto para se preocupar.

Saudades da vida sem complicação
Sem medo...
Sem incertezas...
E do bom café que unia e reunia
as pessoas para as boas prosas.

Que doce recordação para minha alma.
Crisjoli Fingal

quinta-feira, 11 de junho de 2009

INSTANTE


Ao lado, no meu canto
Perdi o encanto
Me pergunto: até quando?
Viverei este espanto.

Aqui na saudade
Não há mais vaidade
A antiga seriedade
Fugiu sem vontade

Opaco e parado
Meu mundo, o passado
Ficou de lado
O desejo desequilibrado

Agora, vou me levantar
Deste instante vou levar
Apenas meu pensar
Ao me retornar.

O dia que começou
Com proezas revoou
O pensamento que chegou
Num instante já passou!




Crisjoli Fingal

domingo, 8 de dezembro de 2019

REMINISCÊNCIAS



Minha casa perdida de terra batida
Polida à taipa – pau-a-pique
Saudades do que foi a vida
De tão distante meu Moçambique

Som da terra! Cantiga ao vento!
Corria o sol, removia o chão
Rodas e danças; media o tempo
Era a África o meu coração!

Brasil – promessa nova de mãe gigante
Chorava a saudade fugida à lembrança
No meu sertão, o horizonte doravante
Não nasceu sonho nem cresceu esperança.

Minha casa velha, cobertura de sapê
Sem a água, sem energia
Mordomia para quê?
A casa se desfez no toque do tempo
E o vento continua tocando o que não se vê.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

CORAÇÃO AFRICANO

Ferido o peito com o suor 
Das montanhas e dos cerrados 
Das calejadas mãos
Dos negros escravos. 

Abrindo os campos 
Ceifando aos cantos 
Suplicaram à Mãe 
Que aliviassem os prantos.

Plantando o Brasil! 
Nos engenhos e senzalas 
Lutaram pela liberdade 
Em busca do sonho que iguala.

O Brasil é negro! 
Da força e da dignidade 
Do trabalho nas fazendas 
Das Minas da Liberdade 

Com os pés no chão 
E o coração na África 
Dançaram a saudade 
Nas terras da América.

Zumbi, dos Quilombos ao Palmares 
Do sangue das velhas matas 
Por uma sociedade sem males 
Sem o preconceito que fere e mata. 

 (Poesia para o Concurso da Raça Negra em Pouso Alegre - 2008
 Crisjoli Fingal

domingo, 24 de março de 2013

NOS CAMINHOS DE JERUSALÉM




Mensagem de Páscoa

Jerusalém celeste se manifesta neste tempo santo com a entrada triunfante do Senhor Jesus, aos acenos dos ramos de oliveira, na peregrinação rumo à Jerusalém terrena. É a grande celebração da Páscoa que vamos contemplar. Jesus Cristo caminha conosco numa meditação profunda ao amor Infinito de Deus.

Com a preparação quaresmal meditamos piamente nossa caminhada cotidiana, revendo nossas atitudes, palavras, omissões, desvios do plano de Deus. Refletimos com os jovens, sobre os jovens, a vida do mundo que espera dos jovens uma colaboração, cuidadosa com os bens materiais e espirituais. 

É o Espírito Santo de Deus que nos leva ao Monte Calvário. Calvário que todos nós passamos de uma forma ou de outra. Com as dores espirituais ou físicas, através das enfermidades, com as perdas, com o sofrimento, o distanciamento, a saudade, o vazio, as incertezas e, sobretudo, o medo. Mas, um Calvário em que nós não estamos sozinhos. A cruz que se ergue ao alto é a nossa fortaleza. Nela o Cristo padece por nós. Sofre conosco e se entrega com a gente.

Semana santa não pode ser semana triste. Mas sim a Semana de silêncio, conversão, oração, revisão interior, pois o Senhor faz conosco a sua Páscoa e, nós, fazemos com Ele a páscoa nossa de cada dia. Passamos juntos...

Atravessamos este deserto solitário da alma. Mas, ao longo o céu se abre para mostrar a Grande Luz. É o alvorecer do domingo Pascal. O "túmulo" está vazio. A morte não pertence a Deus. Ele a venceu. Venceu por nós para nos dar a Vida Eterna. Deixa conosco e por nós o ato da Paz.

Querido(a) e irmão(a) a paz do Senhor esteja no seu coração. Esteja no seu lar interior e familiar. A paz esteja na sua mente. Nos seus pensamentos e atitudes. A paz do Senhor esteja no coração dos nossos jovens, sobretudo, aqueles que sofrem com a escuridão. É Páscoa! Desejo que todos nós contemplemos a Luz da Vida.

Abraços pascal de Cristiano Oliveira
Mensagem de Páscoa

Jerusalém celeste se manifesta neste tempo santo com a entrada triunfante do Senhor Jesus, aos acenos dos ramos de oliveira, na peregrinação  rumo à Jerusalém terrena.  É a grande celebração da Páscoa que vamos contemplar. Jesus Cristo caminha conosco numa meditação profunda ao amor Infinito de Deus. 

Com a preparação quaresmal meditamos piamente nossa caminhada cotidiana, revendo nossas atitudes, palavras, omissões, desvios do plano de Deus. Refletimos com os jovens, sobre os jovens, a vida do mundo que espera dos jovens uma colaboração, cuidadosa com os bens materiais e espirituais. 

É o Espírito Santo de Deus que nos leva ao Monte Calvário. Calvário que todos nós passamos de uma forma ou de outra. Com as dores espirituais ou física, através das enfermidades, com as perdas, com o sofrimento, o distanciamento, a saudade, o vazio, as incertezas e, sobretudo, o medo. Mas, um Calvário em que nós não estamos sozinhos. A cruz que se ergue ao alto é a nossa fortaleza. Nela o Cristo padece por nós. Sofre conosco e se entrega com a gente. 

Semana santa não pode ser semana triste. Mas sim a Semana de silencio, conversão, oração, revisão interior, pois o Senhor faz conosco a sua Páscoa e, nós, fazemos com Ele a páscoa nossa de cada dia. Passamos juntos...  

Atravessamos este deserto solitário da alma. Mas, ao longo o céu se abre para mostrar a Grande Luz. É o alvorecer do domingo Pascal. O "túmulo" está vazio. A morte não pertence a Deus. Ele a venceu. Venceu por nós para nos dar a Vida Eterna. Deixa conosco e por nós o ato da Paz. 

Querido(o) e irmão(a) a paz do Senhor esteja no seu coração. Esteja no seu lar interior e familiar. A paz esteja na sua mente. Nos seus pensamentos e atitudes. A paz do Senhor esteja no coração dos nossos jovens, sobretudo aqueles que sofre com a escuridão. É Páscoa! Desejo que todos nós contemplemos a Luz da Vida.

Abraços pascal de Cristiano Oliveira

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Desmedida é a ausência cansada
Perdida em longas esperas...
Na saudade que ainda deveras
Recordar a última palavra amada.
                                                                                            Cristiano Oliveira

quarta-feira, 17 de maio de 2017

TEMPO




Com o tempo a gente aprende
que a pedra se desgasta
vira areia e se perde na terra
ou desaparece com as águas.

Aos poucos a gente descobre
que a semente não morre
ela apenas adormece
e ressurge em plena planta.

A gente valoriza a beleza das roseiras
respeita os espinhos,
e descobre o cheiro das rosas.

Com o tempo a gente valoriza a amizade
dá um abraço mais apertado.
E, quando sente saudade procura ligar
para dizer oi e pergunta: Tudo bem?

Com o tempo a gente aprende
que a dor é uma sensação importante
ela humaniza e deixa mais forte
e, que Deus é a única fortaleza.

A gente descobre que tudo passa...
Que as rugas chegam sem permissão.
Que a palavra tem mais valor
E o coração não deve guardar tudo.

A gente aprende que caminhar faz bem
dormir cedo é sinal de descanso.
a gente aprende que a vida é uma só
e que o amar é essencialmente necessário.

Aos poucos a gente aprende que 
o tempo é pouco demais...

Crisjoli Fingal