quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Creio na Vida Eterna!

"Os que morrem na paz e na amizade de Cristo e os que forem totalmente purificados de suas culpas “vivem para sempre em Cristo” (1 Ts 2, 13-17).

Viver para sempre com Cristo é o que professamos na oração do Credo, quando dizemos que cremos na vida eterna. Celebrar o dia de finados... é render memória aos nossos entes queridos, que conviveram conosco, fizeram história, foram importantes na nossa caminhada e partiram para a morada de Deus. Esta certeza cristã, vivida no mistério da fé, acalenta o coração humano, quando a separação acontece com a chegada da morte.

Morrer não significa o fim de tudo. A carne, o que padece, volta ao pó como se originou, mas o espírito volta para Deus. "E o pó volte a terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu." (Ecl. 12,7). A ideia de volta retoma a ideia de caminho, ida e volta,

Caminheiros... somos todos neste mundo. Caminhando transitamos na pequena passagem terrena. Sendo assim tudo acaba, enquanto seres humanos, feito de carne, meros mortais. Mas o espírito dado por Deus volta ao coração de Deus, para viver plenamente na eternidade.

O tempo de cada um de nós pertence a Deus, Criador de todas as coisas. À criação é concedida a missão de cuidar das coisas da Terra, inclusive do homem, imagem e semelhança do criador.

O cuidado é repleto de amor e carinho, por isso choramos pela partida daqueles que amamos. Sentimos saudades, ficamos às vezes revoltados com Deus, principalmente, quando não queremos aceitar a morte. Fato é que não fomos preparados na vida para termos perdas. Perder pode até parecer um fracasso, mas para Deus deve significar esperança.

Bonito o nome da Pastoral das Exéquias ou Pastoral da Esperança. Pessoas, que consolam e transmite o amor de Deus que de braços abertos acolhe cada filho, cada filha na hora da morte.

O que fica pra nós neste dia é a esperança de que, em Deus, todos nós cristãos viveremos eternamente. Sentir saudade é um sentimento humano. Chorar expressa a saudade, o amor. Se até Cristo chorou à morte de Lázaro, porque não chorarmos pelos nossos irmãos e irmãs, amigos e entes queridos. Como diz a bela canção do diácono Nelsinho: “Só se tem saudade do que é bom. Se chorei de saudade não foi por fraqueza. Foi porque amei.”"

Cristiano Oliveira
Postado no Facebook da Paróquia de Fátima - Pouso Alegre
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