quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CORA CORALINA




Mulher da terra
Ao pé da serra
Velha menina
Voa e me ensina a ser passarinho
Que bebe da fonte e volta pro ninho
Cora, da casa da ponte
Dos versos, do tempo
Do rio que leva
Segredos de Ana
Pra algum lugar
Coralina coragem
Coralina coração
Flor do tempo
Força e vontade
Pedra por pedra
Ana por Ana
Marcelo Barra

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

EMBARAÇOS




Se meu cantar
perturba sua cabeça,
tenha certeza
que o meu som
é mais belo que
o seu vazio...


Agora,
mesmo que eu tenha
que me silenciar 
para você não 
enlouquecer
voltarei a cantar
amanhã e até
o fim do entardecer
para alegrar
aqueles que
tem desejo
de viver...


Crisjoli Fingal

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

RECOMEÇAR


Deus permite as nossas decisões, para que possamos compreender o que é o LIVRE ARBÍTRIO.

Deus permite o retorno, para que possamos compreender o que é o HUMANO.

Quando retornamos e reconhecemos o erro, Deus permite nossa humildade para compreendermos o que significa PERDÃO.

Quando perdoamos, Deus permite compreender o que é o AMOR e a VIDA.

Crisjoli Fingal

domingo, 26 de fevereiro de 2012

NAVEGAR




Pincelo meu infinito
Com a cor do azul do mar
Navegando sem destino
Sem ter porto para ancorar

Pincelo minha jornada
Com a cor da esperança
Navegando nesta jangada
Sem perder a confiança
 Crisjoli Fingal 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A DONA DA XÍCARA

Que saudade daquela xícara de café. Café suave, com gosto de leveza. Café passado no coador de pano. Água fervente do fogão a lenha. Chaleira de ferro.


Café com sabor de campo. De roda de família grande. Café da roça, cheiro da terra. Café nobre. Nobreza de nome. Café servido a duas mãos. Café com broa, com biscoito de forno. Café com pitadas de canela.


Café servido em xícara de porcelana. Xícara de nome também. Xícara do século passado. Guardada na cristaleira da família. Xícara de várias gerações. De uma única família. Xícara que atravessou o oceano. Veio de longe. Xícara chique que serviu senhores e doutores. Xícara de mesa farta. Única peça que sobrou do conjunto importado.

Xícara que as mãos negras lavaram centenas de vezes, depois dos cafés com os políticos. Xícara que as escravas quebraram das peças do conjunto, quando no descuido fitou o olhar pela janela.Sinhá não tinha maldade. Não brigava. Ela era diferente. Nunca surrava as escravas.

Xícara de muitas histórias. Histórias de amor, de traição. Xícara de pedido de noivado e até de casamento. Xícara do verão nas tardes belas que servia o café da roça. Xícara do inverno para aquecer o amanhecer de geadas.
Xícara... Ah xícara! De longas datas. De muitos regalos. Inúmeras histórias... Várias mãos...

                Mas, xícara de uma única dona; Sinhá D. Ana.


Crisjoli Fingal

SURTO


                       Tua
                       voz
                       quebrou
                                  o Silêncio
                       da madrugada

                      A escuridão
                      surtou com
                                 os gritos
                     dos
                     anjos
Crisjoli Fingal

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ENQUANTO A CHUVA CAÍA



Caía a chuva enquanto
Eu corria...
Escorrendo pela minha face
Molhando o meu corpo
Já molhado pelo suor

Os pingos do meu suor
Misturavam-se aos
Pingos d’água da chuva
Meus cabelos ficaram molhados
Eu continuei a correr...

Corria pela rua
Quase que deserta
Despedia da tarde
Quase que incerta

A chuva umedecia
Minha camisa!
Minha alma parecia mais leve...
Mais leve que a liberdade.

Meu corpo molhado
Não era mais tão cansado

Eu corria...

Brincava com chuva
Lavava meu rosto

A chuva sobre mim
Pedia licença
Para limpar meu cansaço

Eu cantava!
Pulava de alegria
Enquanto a chuva caía. 
Crisjoli Fingal 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

FRATERNIDADE


"Que a saúde se difunda sobre a terra." Eclo 38,8.


Hoje, a Igreja Católica do Brasil abre mais um tempo de reflexão quaresmal com a Campanha da Fraternidade 2012. 

Com a proposta de uma fraternidade com saúde pública, convoca todos os cidadãos para cristãos e não cristãos para a boa nova da vida. Saúde é assegurar o dom da vida. 

O objetivo desta Campanha é refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida sustentável, suscitando o espírito fraterno das pessoas na atenção aos enfermos, e mobilizar para que haja melhoria no sistema público de saúde. (Texto Base, pg 12).

Saúde pública é direito de todos os cidadãos. Direito constitucional gratuito (CF Art.196 a 200). Nosso Sistema Nacional de Saúde vem se tornando mais humano e mais público. Mas, sabemos que as filas nos hospitais e postos de saúde, ainda, e, infelizmente, apontam o descaso com os nossos doentes. 

Esperamos, através, das Instituições religiosas, Organizações, Associações, Conselhos de Saúde e setores administrativos públicos, empenho em promover e assegurar o acesso à saúde para todo o povo brasileiro.

Saúde resulta da caridade. "A saúde é direito de todos e dever do Estado." 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CASINHA BRANCA





Casinha branca
Escondidinha ao pé da serra
Saudades das minhas
Cabriolas de criança!
Casinha simples...
De pau a pique
Quase no nada!
Ao quintal,
O velho jequitibá
Faz sombra à velha carroça.
Carroça de madeira
Hoje aposentada.
Que trabalhou na roça.
Puxou balaios de milhos
Sacas de arroz e de feijão
Puxou bambu para cercas
Lenha para o fogão.
Carroça das latas de leite...
Carroça que divertiu crianças
Carroça amiga
Amiga do burro que já se foi...
Carroça que descansa
Perdida no tempo
Olhando para velha palhoça
Escutando seu lamento.

Crisjoli Fingal 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

MANOBRAS



Saindo por curvas
Incertas e desafiadoras...
Com manobras cuidadosas...
A vida pede cautela!
Quem tem paciência
Chega na melhor hora.
Os apressados?
Sempre param na cancela. 


Crisjoli Fingal 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

SOBRE OS BAMBUS


Sejamos flexíveis em todos os nossos atos
Buscando o bom senso nas nossas atitudes
Pois nossos caminhos estão cercados de boatos
Saber discernir é uma das maiores virtudes.
Crisjoli Fingal

"Quando o vento sopra, o bambu se curva; quando o vento pára, o bambu não emite qualquer som".

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

COLHEITA

Hoje, colho minha seara com muitos frutos.
Numa colheita farta em milhares de grãos
Para saciar os amigos com mensuro atributos
Depositando-os no celeiro do meu coração



Colho os frutos cultivados na terra de minha alma
Ao longo dos anos de trabalho, dedicação e luta
Com inúmeras horas de estudos e de muita calma
Colho as amizades mais belas, frutos da boa conduta

Colho as flores plantadas no jardim do coração
Flores de paciência, de ternura e de fidelidade
Flores de juramento, de poesia, de cores e de perdão
Flores que perfumam o imaginário da identidade

Hoje, colho mais um ano de vida e de minha metamorfose
Colho minha literatura, minha leitura e minhas metáforas
Meu jeito de ser, de crer e de viver minha overdose
Colho minhas conjunturas nas facetas de minhas anáforas

Hoje, leio nesta lavra a minha singularidade
Contemplo as linhas das palmas de minha mão
Não as compreendo diante do enigma unicidade
Mas, creio que há algo no entorno desta expressão



Crisjoli Fingal

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CELEBRAÇÃO DA VIDA.

Celebra a alegria de fazer anos de esperança.

Conta teus anos não pelo tempo...
Mas pelo espaço que fazes em teu coração.

Não pela amargura de uma dor,
mas pela ressurreição que ela traz.

Não pelo número de troféus de tuas conquistas...
Mas pelo gosto de aventura de tuas buscas.

Não pelas vezes que chegaste...
Mas pelas vezes que tiveste coragem de partir.

Não pelos frutos que colheste...
Mas pelo terreno que preparaste e as sementes que lançaste.

Não pela quantidade dos que te amam...
Mas pela medida de teu coração capaz de amar a todos.

Não pelas desilusões que tiveste...
Mas pela esperança que infundiste.

Não pelos anos que fazes...
Mas por aquilo que fazes em teus anos.

Mas pelas vezes que teu aniversário
se tornou uma celebração de vida.

(Autor desconhecido)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PAUSA

Sou assim...

Descrevo-me nas palavras
Mesmo sabendo
Que nunca terão fim
Não sei se o que descrevo
Fico devendo
Um pouco de mim!

Não sou tão puro
Como a áurea de um serafim
Mas, esconjuro
Quem pisa no meu jardim

Sou tão perfumando
Como a doçura do jasmim

AMO abeleza da vida
Não gosto de nada ruim.
Pois a vida é tão nobre
Como a nobreza do marfim.

Crisjoli Fingal

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PARTIDA

A morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.


John Donne


Somos sempre surpreendidos com a perda de alguém
Não conformamos com a inesperada chegada da morte
Mesmo sabendo que esta é única certeza que não escapa ninguém
Todos nós choramos: o rico e o pobre, o fraco e o forte.
Mas, com a fé em Deus, suplicamos que Ele nos conforte.



Crisjoli Fingal

(Ao amigo Carlos Barreto)

Descanse em PAZ!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

MEU ZELO

Decida-te por coisas significativas para sua vida

Ergue-te para aquilo que podes perpetuar

Esteja com os teus amigos nos momentos de caída

Cuidando deles como só você sabe zelar.


Limpe as poeiras dos tempos perdidos.

Deixando apenas as marcas das boas lembranças

Plante no teu coração o que realmente tem sentido.

E busque ceifar, cuidadosamente, com muita esperança.


Não perca tempo com aquilo que não te pertence

Somente invista nas coisas que tem significância.

Crisjoli Fingal

sábado, 11 de fevereiro de 2012

TALENTOS

Das mãos que tecem a vida com o maior capricho

Permitindo que as coisas ganhem beleza singela

Deus coloca no humano, o dom da graça e do serviço

E os homens a acolhem e trabalham guiados por ela.

Crisjoli Fingal

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ALÍVIO

Gotículas de uma chuva tímida

Quebram o silêncio da madrugada

Libertando-nos do calor da noite sofrida

Trazendo o cheiro de terra molhada

Crisjoli Fingal

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

RESPIROS

Respiro
O ar puro
No verde deste bosque
Deitado na grama fresca

Respiro
O cheiro da vida
O pulsar dos meus sonhos
A emoção de minhas conquistas

Respiro
Meus sentimentos
Dos melhores momentos
Das coisas que ainda alimento

Respiro
Neste amanhã
As saudades de ontem
Querendo o adeus do verão



Crisjoli Fingal

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

INTIMIDADE

Quero uma viagem para a lua
Nesta noite de lua cheia
Para namorar na cama nua
Se perdendo nesta teia


Quero ver o brilho da lua
No céu sem nuvens a atrapalhar
Nesta noite de verão quente
E o vento abrandando a gente

Quero estar no alto da montanha
Curtindo o silêncio abraçadinho
Perdidos nas entranhas
Em meio a troca de carinho



Crisjoli Fingal

domingo, 5 de fevereiro de 2012

CONEXÃO

Com novos estudos e pontos de vistas

Surge o pensamento sistematizado

Na discussão dos conceitos e novas ideias

Através de um assunto problematizado


Analisando o mundo e a sociedade

Pautam-se pelo valor e a dignidade

Ajustando as palavras e as teorias

Sem a pretensão de dizer a verdade


Fervilhando o cérebro e o pensamento

Discutem-se o tema com argumento

Apresentando o método e sua análise

Visando primeiramente o conhecimento

Crisjoli Fingal

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

JORNADA


Pés desnudos
Na terra seca e empoeirada
Cheiro de pó...

Pegadas sólidas
Com fortes passadas
Buscando o fim...

Massacre ao sol
Com desejo das sombras
Pra prosseguir...

Corpo cansado
Das longas jornadas
Sem desistir...





Crisjoli Fingal

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS

Nossa Senhora da Luz (também invocada sob os nomes de Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Apresentação ou ainda Nossa Senhora da Purificação)


HISTÓRIA


A Virgem da Candelária ou Luz apareceu em uma praia na ilha de Tenerife (Ilhas Canárias, Espanha) em 1400.

A origem da devoção à Senhora da Luz tem os seus começos na festa da apresentação do Menino Jesus no Templo.


Os nativos guanches da ilha ficaram com medo dela e tentaram atacá-la, mas suas mãos ficaram paralisadas. A imagem foi guardada em uma caverna, onde, séculos mais tarde, foi construído o Templo e Basílica Real da Candelária (em Candelária). Mais tarde, a devoção se espalhou na América. É santa padroeira das Ilhas Canárias, sob o nome de Nossa Senhora da Candelária.


De acordo com a Lei mosaica, as parturientes, após darem à luz, ficavam impuras, devendo inibir-se de visitar ao Templo até quarenta dias após o parto; nessa data, deviam apresentar-se diante do sumo-sacerdote, a fim de apresentar o seu sacríficio (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas) e assim purificar-se.


Desta forma, José e Maria apresentaram-se diante de Simeão para cumprir o seu dever, e este, depois de lhes ter revelado maravilhas acerca do filho que ali lhe traziam, teria-lhes proferido a Profecia de Simeão: «Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar os gentios, e glória de Israel, vosso povo» (Lucas 2:29-33).


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

EDUCAR



Educar é tecer, lentamente,
Nos corações dos estudantes
A beleza e a força das palavras,
Para que, aos poucos,
O seu mundo possa ser construído,
Através da descoberta daquilo que
Há de mais mágico e encantador:
O dom da leitura e da escrita.

Educar é permitir que o fio da vida
Ensine e conduza o ser humano
Em busca de uma nova partida
Na proa do imenso oceano

Sabemos que nossas aulas, no ato da ensinagem
Constrói a aprendizagem para os tempos sem fronteiras
Apontando novos rumos, sem levantar barreiras
Mostrando aos nossos alunos o caminho para o futuro.

Esperamos que nos passos de cada criança
A educação desfie o preconceito e a intolerância
Para “moisacar” na tela da esperança
O mundo que nasce com fé e confiança.

Estamos juntos neste momento,
Pra trazermos para as escolas o grande fomento,
De aguçar o pensamento e de formar homens
E mulheres para o desenvolvimento

Que o ato docente abrilhante a mente
De cada criança e de cada adolescente
Para a adaptação das exigências na nova geração
De alunos sedentos de cultura e de informação

Colegas professores,
Vamos dar início a mais um ano letivo
Esperamos que seja um tempo fecundo
Para aprendermos uns com os outros
A beleza da vida.





Prof. Cristiano Oliveira

Cora Coralina

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