terça-feira, 27 de janeiro de 2015



Se o céu fosse tão distante
Não seria possível tocar as estrelas.
Talvez, nem alcançasse a força do seu brilhar. 
É por isso que eu abraço a noite
E faço pedidos aos raios que na terra cai.
Na cadência que nunca se consome
O céu também é meu cais.


Crisjoli Fingal 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tempo


Tempo
É uma voz que canta sem se cansar
e caminha sem medir seus passos...
Tempo não envelhece!
Apenas guarda memórias...

Tempo não esquece!
Reconta suas histórias...
Tempo não se mede.
Vive-se na eternidade!
Tempo é o hoje que enaltece a felicidade.

(Crisjoli Fingal)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014


“ E eu que queria voar...
             ter asas para o
                                infinito.
Também queria gritar
            mas, por prudência,
                        poupei meu grito.”
Crisjoli Fingal 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Renovação


E se renova por toda a terra
Com a nova rama da vida
A beleza que germina do broto
Pela graça das mãos bem servidas

E se renova o sentimento de esperança
Pelas mãos do nosso Criador
No sorriso da nova Criança
Deus nos ama com seu Terno Amor

E se renova o desejo de paz
Pelas mãos de quem tem fé
E a sombra da escuridão que jaz
No mistério da manjedoura de Nazaré

E se renova a força do amor
Pelo gosto do orvalho matinal
E vem pra nós o Salvador
Trazendo a Luz do novo Natal


Cristiano Oliveira

terça-feira, 18 de novembro de 2014

LICENÇA POÉTICA





Peço licença para descrever
O meu desatino
Não gosto do desprezo
Nem da desavença
Muito menos do descaso
Tão pouco da descrença
A desonra, o desafeto
E a deselegância
Isso nos destrói
E nos desumanizam
 
Gosto mesmo é do desapego
Acordar descalço
Ficar descabelado
Fazer o desjejum
Pra não ser desnutrido
 
Aprendi com a filosofia
A ler a desordem
O desequilíbrio, o desespero
O desfeito e o desencanto
Como forma de desconstrução
Do meu desempenho
 
Quando há despedida,
A gente pede desculpa
Também pede desconto
Por tantos deslizes
 
Agora,
O meu mais profundo desejo
É desafiar o destino
Destramelar os horizontes
Desnudar as palavras
E, assim,  fazer o meu devaneio



Crisjoli Fingal

terça-feira, 11 de novembro de 2014

AS MÃOS




Que jamais nos falte a coragem de tocar nas coisas que podemos modificar.
Que nossas mãos possam bendizer sobre todos os que ensinam.
Que o calor humano, de cada encontro, possa nos aproximar mais da humanidade.