quinta-feira, 27 de abril de 2017

SOBREVIVÊNCIA




Restou ao vento...
Apenas uma folha.
Era a última do outono.
Em sua despedida tímida e solitária.
Carregava a saudade
Do cheiro da flor.

Era o fim da estação
A dormência da vida
Descanso da produção
E a entrega desmedida

O vento frio
Não forçou a queda
Fez sua passagem...
Mas a última flor ficou!

O vento não feriu a natureza
E nem a folha sangrou.

No tempo certo
A folha caiu
E nem o vento testemunhou...

Crisjoli Fingal

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