terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Presidenta Dilma fala sobre Educação

Pronunciamento à Nação da Presidenta da República.

Educação é tema do primeiro pronunciamento da Presidenta Dilma Roussef

Abaixo o seu discurso na íntegra

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Nossos jovens estão de volta às aulas. A abertura do ano escolar é sempre uma festa de alegria, de fé e de esperança. É com esse sentimento que saúdo os estudantes, seus pais e, muito especialmente, todos os professores brasileiros.

Estou aqui para reafirmar o meu compromisso com a melhoria da educação e convocar todos os brasileiros e brasileiras para lutarmos juntos por uma educação de qualidade. Vivemos um momento especial de nossa história. O Brasil se eleva, com vigor, a um novo patamar de nação. Temos, portanto, as condições e uma imensa necessidade de darmos um grande salto na qualidade do nosso ensino. Um desafio que só será vencido se governo e sociedade se unirem de fato nesta luta, com toda a força, coragem e convicção.

Nenhuma área pode unir melhor a sociedade que a Educação. Nenhuma ferramenta é mais decisiva do que ela para superarmos a pobreza e a miséria. Nenhum espaço pode realizar melhor o presente e projetar com mais esperança o futuro do que uma sala de aula bem equipada, onde professores possam ensinar bem, e alunos possam aprender cada vez melhor. É neste caminho que temos que seguir avançando com passos largos.

É hora de investir ainda mais na formação e remuneração de professores, de ampliar o número de creches e pré-escolas em todo o país, de criar condições de estudo e permanência na escola, para superar a evasão e a repetência. E, muito especialmente, acabar com essa trágica ilusão de ver aluno passar de ano sem aprender quase nada.

É hora de fazer mais escolas técnicas, de ampliar os cursos profissionalizantes, de melhorar o ensino médio, as universidades e aprimorar os centros científicos e tecnológicos de nível superior. É hora de acelerar a inclusão digital, pois a juventude brasileira precisa incorporar, ainda mais rapidamente, os novos modos de pensar, informar e produzir que hoje se espalham por todo o Planeta. Em suma, esta é a grande hora da Educação brasileira. Isso só será possível se cada pai, cada aluno, cada professor, cada prefeito, cada governador, cada empresário, cada trabalhador tomar para si a tarefa de acompanhar, discutir, cobrar, propor e construir novos caminhos para a nossa Educação. Como Presidenta, como mãe e avó, darei tudo de mim para liderar esse grande movimento.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Pouco mais de um mês depois de assumir a Presidência, tenho algumas coisas a anunciar na Educação. Vamos lançar, ainda neste trimestre, o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica, o Pronatec, que, entre outras vantagens, levará ao ensino técnico a bem-sucedida experiência do ProUni.

Estamos também acelerando a implantação do Plano Nacional de Banda Larga, não só para que todas as escolas públicas tenham acesso à internet como, também, para que, no médio e longo prazos, a população pobre possa ter internet em sua casa ou no seu pequeno negócio a preço compatível com sua renda.

Informo, também, que o governo está tomando medidas para corrigir e evitar falhas no Enem e no Sisu, pois é fundamental aperfeiçoar e aumentar a credibilidade destes instrumentos, que são muito importantes na avaliação do aluno e da escola e, portanto, na melhoria da qualidade do ensino.

Para concluir, reafirmo que a luta mais obstinada do meu governo será o combate à miséria. Isso significa fortalecer a economia, ampliar o emprego e aperfeiçoar as políticas sociais. Isso significa, em especial, melhorar a qualidade do ensino, pois ninguém sai da pobreza se não tiver acesso a uma educação gratuita, contínua e de qualidade. Nenhum país, igualmente, poderá se desenvolver sem educar bem os seus jovens e capacitá-los plenamente para o emprego e para as novas necessidades criadas pela sociedade do conhecimento.

País rico é país sem pobreza. Este será o lema de arrancada do meu governo. Ele está aí para alertar permanentemente a nós, do governo, e a todos os setores da sociedade, que só realizaremos o destino de grandeza do Brasil quando acabarmos com a miséria.

Sem dúvida, essa é uma tarefa para toda uma geração. Mas nós temos determinação para realizar a parte importante que falta, para que a única fome neste país seja a fome do saber, a fome de grandeza, a fome de solidariedade e de igualdade. E para que todos os brasileiros possam fazer da educação a grande ferramenta de construção do seu sonho.

Muito obrigada e boa noite.

Brasília, 10 de fevereiro de 2011.

Fonte: http://www.viomundo.com.br/

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Veredas Literárias


Lançamento dia 18 de fevereiro, às 19 h
Organizado pela Editora Assis


Contém um conto meu: "Meus versos livres" pp 50-51.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Já fizeste o necessário por hoje?

Eu lembro tanto de uma frase que ouvia nos cursos de formação de líderes nos anos de 1990. O palestrante dizia com entusiasmo que o líder deve ser insistente. Nunca desistir diante dos obstáculos e, todas vezes que se sentisse fraco e derrotado era preciso tirar força de dentro do coração. A frase que ele repetia sempre: "temos que bater no gato morto, até ele miar". Dizem que gato tem sete vidas, mas que gato morto possa miar para mim era e até hoje é novidade, pois nunca vi nenhum miando.

Que interpretação podemos tirar desta frase? Bater no coitado do gato e ainda morto, e pior ainda é fazê-lo miar. Com certeza não é uma atitude para ser tomada ao pé da letra, como se diz no ditado popular, mas, sim uma metáfora. Uma outra forma de dizer que é preciso acreditar. Insistir sempre... Não quer dizer que o gato irá miar, mas que a esperança deve perdurar sempre.

Há muita gente que desiste no primeiro obstáculo. Tem gente cruza os braços enquanto o outro começa a ter sucesso. Fica gorando a lavoura do vizinho enquanto sua seara vai bem, mas jamais tem coragem e determinação para tomar atitude e ir ceifar também. Há outros que ficam sentando esperando cair do céu. Ai o gato morto pode ser enterrado mesmo.

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando o julgar necessário"
Fernando Pessoa

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vou nas asas do Senhor


Venho fazer uma reflexão sobre a letra da música "Nas Asas do Senhor" de Celina Borges.
Hoje tive um dia muito cansativo, mas o suficiente para dar atenção às pessoas que querem desabafar. Falar um pouco de suas histórias, compatilhar suas dores e testemunhar, principalmente, sua fé.

A vitória é sempre motivo de alegria e certeza que vale a pena continuar a lutar. Todos nós passamos por tribulações. Desafios e obstáculos são situações humanas. Fazem parte da caminhada, cruzam o dia a dia daqueles que querem caminhar.
Quando ouvia a oração de Celina Borges, lembrava do testemunho de Ana, mulher forte que me surpreendeu com sua história de vida.

Ana sofreu muito no seu matrimônio, como muitas esposas, mulheres e donas de casa que passam por histórias semelhantes e/ou até mais sofredoras. Ana confiou muito em Deus. Abandonou as correntes do seu sofrimento. Somente em Deus conseguiu alcançar as alturas da sua liberdade. Voou nas asas da esperança e da fé.
"Vou voar como águia, pois confio no Senhor!"
A águia é o símbolo das coisas do alto. Visão de mundo. Voar como águia é ver o longe. Contemplar os horizontes e ver o além. Conseguir enxergar as coisas que estão além de nós mesmos. Voar com o Senhor é acreditar que o amanhã pode e deve ser diferente.
Um grande abraço a todos aqueles e todas aquelas que conseguem voar e alcançar as alturas. Para aqueles que estão no alto, na presença de Deus, nunca esqueçam de buscar e levar os outros para a autoestima. Há muitos precisando de uma mão forte, de um abraço amigo e de uma asa companheira-amiga para vencer e chegar aos braços de Deus.

Cristiano Oliveira.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Saudação da viola

Mas que viola é essa, caipirantiga, que adispois tanto tipo de cantiga ajudou a fazê?
Que tanto gái vem dessa árvri boa, arvriola, que as raiz são nossos anos e anos de canturia e sufrimento, passado-semente no interior desse mundão-terra?

É viola simpli, sempre, dum jeitão bunito só, do povo de roça : bunito de vivê e de cantá ! misturado, na cidade-grande, em seresta de vida! Por sinar, serenata e viola sempre suberam muito bem di si misturá...

É viola nas voz da mocidade, que tudo que toca é tocá viola, é viola no saco e fora, as voz misturada, imitando as tantas voz da viola qui chora, cumo si fosse muito mais qui dez ! Ixe ! Coisa do além, que gente nova nem sabe donde é qui vem, mas arrepia assim mesmo...

É viola com a mió roupa, roupa de vê-Deus, roupa de ir pra missa. Nos rádio, nas televisão.... Qui todo dia e toda hora é boa, mas dumingo di manhã é viola, num é não?

É viola agitada, baião rasqueado, festêro : acende as cacunda pra dançá e pra pensá bobage! Mas ela mesmo, não. Só de farra, ingenuína que ela só...

É viola desse Brasilzão todo, do coração as ponta, mas que desde o pispio vem forte do Nordeste. Também, tinha qui sê. Nessa sua muita falança de viola, sempre chorosa e sardosa...!

É viola que faz as gente se encontrá e se reencontrá, se juntá tudo, us qui já si cunhicia e os qui ainda não; bom mesmo é tá junto, in vorta dela...

É viola que chega chique, de terno e gravata, dos mestre de uma tar de MPB. Popular e erudita : trivida! Clássica ela mais qui tudo. Mas não aquela das banda grande, barái marcado chei de naipe. Aquela num é viola nunquinha; Daqui a pouco vai querer que violoncelo seja violão !

Aquela xará num é a verdadeira, legitimada nos calo dos matuto de onti, de hoje e de tresantonte. Quinem Dr Rosa falô : us novo vem trazeno num tar de gene todas raiz di um mundo véi de trovadô, qui já era muito inhantes de nóis nem pensar in ixisti...

Violinha qui é raiz, raiz de pau, é pau e corda. Verdadeira. Só dá raiva, seu doutô, é de uns aí que se acha de ser-tanejo, mas num tem viola da bruta : tem mesmo é uns grito elétrico, barulheria, trem copiado dus gringo. Num ingana, não: cupiá dos otro é fácil ! Difícil é espiá os valor de dentro do própio umbigo!

Mas vamo mudá o rumo dessa prosa, que viola boa mesmo é de festa de raiz : Congado, Marujada, Fulia de tradição lá das Minas Gerais. Êta terra danada de boa, sô ! Lugazim que em si só, cumo quem num quê nada, é o Brasil inteiro nu'a cabeçona do mapa! Ali sim é que mió a viola festeja, louva a Deus e agradece!

E óia cumo qui essa viola ficou famosa? ganhou asa de televisão e de rádio, todo Mundo vê e ouve, todo mundo canta cu'ela ?

O tanto de gente nova que tá tocando viola ! é os fruito dessa árvri boa...

NUM É QUE ESSA CAIPIRINHA TÁ PARECENDO GENTE ???


Viola Urbana Viola Urbana
Texto Viola Urbana
(João Araújo)

Tempo

O tempo é uma palavra
Tão pequena
Que pode durar
uma eternidade

Modifica as cenas
Do futuro
Modificando
A verdadeira realidade

No seu presente
faz tudo acontecer
Ensinando ao passado
A vida desenvolver

O tempo judia um pouco
Ensina a crescer!
Mostra vários caminhos
Para a gente escolher.

Cristiano Oliveira