
Uma pomba branca da cor da paz
Ela voou para o alto do céu
Buscou os ares em estilo vivaz
A magia do seu vôo livre
Traçou nos céus um idílio
Voraz como a da Arca de Noé
Buscando por sobre as águas o seu exílio
Fiz-me rogado diante dos teus olhos
Pedindo mil súplicas e mil perdões
Quando já não tinham tantas palavras
Pois haviam secadas nos meus sermões
Crisjoli Fingal
Peço-te paciência, diante de minha franqueza
Peço-te consciência, diante de tua certeza
Peço-te não a violência, diante de tua fraqueza
Peço-te ciência, diante das incertezas
Peço-te prudência, diante da agudeza
Peço-te coerência, mas, com muita clareza
Peço-te assistência, diante da pobreza
Peço-te confidência, sem atos de rudeza
Crisjoli Fingal
Peço às estrelas
Pra trazerem o brilho
Na noite escura
Quando minha alma
Por qualquer coisa
Estiver em estado de secura.
Quero delas
A plena companhia
Compaixão e simpatia
Para contar os meus segredos
Sem jamais, para elas
Apontar os meus dedos.
Quero das estrelas
O cortar do céu.
Através do raio cadente
que descortine o véu
para atender o pedido da gente.
Crisjoli Fingal