sábado, 20 de outubro de 2012

BRAVIO



Brava gente que tão brava surge à mente
A braveza descontente que fere de tão carente
Pois não há nem céu e nem mar que aguente
A vida nesta torrente que massacra tanta gente

O rio à nossa frente depois que surge nas correntes
Correnteza com braveza se alivia à curva da leveza
Para dizer que nem tudo é beleza. Talvez, mais incerteza
Quando a tal da pobreza se mostra pelas enchentes

Bravio o rio que corre ao mar, ante a terra assolar
Vida do povo que busca no chão, o proveito do pequeno grão
Colher da terra tão quente o sonho que só a água faz brotar

Gente com pés na terra, que calcas em preces e oração
O despertar de cada dia em busca do alimento que é pão
Vivendo a certeza de que a vida nasce da palma da mão

Crisjoli Fingal

3 comentários:

Maria das Graças Lacerda disse...

Aqui estou, Cris!

Li e reli seu poema, e aproveitei para ler outros também, afinal, com o tempo tão curto ultimamente não tenho vindo aos blogs dos amigos com a frequência de antes.
Sempre analiso os poemas que leio de duas formas: como leitora curiosa e admiradora apenas, e também com olhos literários (impossível ser de outra forma...rs) e queria deixar registrado aqui que seu estilo é uma 'graça'.
Depois eu retorno e digo porquê, ok? Se não vier, pode cobrar!!
Esse seu "Bravio" é de uma braveza só!... Amei as rimas internas, que faz com que ele pareça uma ciranda, quando lido em voz alta. Parabéns, gostei muito!
Tenho nos Botões um dos seus primeiros poemas, que pedi autorização para postar, há uns três anos, claro que vc não se lembra mais!rs
Cris, o que nos atrapalha um pouco o contato é que cada um trabalha em um local diferente. Apesar de eu ser da rede municipal (trabalho também na estadual, e lá se vai o dia todo no trabalho...)atuamos em escolas diferentes, não é?
Não te parece também uma ciranda?rs
Abraços, meu amigo.
Parabéns por aqui também pelo seu Dia do Poeta!

Maria das Graças Lacerda disse...

Please...separe correndo aquele:
por quê...
Obrigada!!

Crisjoli Fingal disse...

Bom dia Maria das Graças. Muito obrigado pelo carinho e pelas palavras. Vida corrida esta nossa. Estamos mesmo numa ciranda e parece que não paramos nunca. Fico feliz em saber que gosta das palavras. Elas realmente transformam a nossa vida. Quanto ao seu "porquê" acho que só você é quem pode separá-lo, pois eu não o consegui. Aquele abraçooooooooooo

Cora Coralina

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